O Itaú Unibanco está preparando uma grande mudança na rotina de milhares de colaboradores. A nova política altera o regime de trabalho híbrido no Itaú adotado na pandemia e estabelece um cronograma de retorno mais frequente.
A decisão reflete um movimento global de grandes corporações que buscam reforçar a cultura organizacional e a produtividade presencial. Com a medida, o banco pretende equilibrar a flexibilidade com a necessidade de interação física entre os times.
A transição será feita de forma gradual, permitindo que os funcionários adaptem suas rotinas pessoais e familiares às novas exigências de frequência semanal nos escritórios, conforme divulgado pelo Estadão.
Mudanças estruturais no trabalho híbrido no Itaú
A nova diretriz para o trabalho híbrido no Itaú amplia a frequência mínima obrigatória para três dias por semana para funcionários administrativos. Essa regra deve entrar em vigor plenamente a partir do primeiro trimestre de 2028.
Para quem ocupa cargos de superintendência, a exigência será ainda maior, com quatro dias presenciais começando já em janeiro de 2027. A medida equipara esses profissionais à diretriz que já é aplicada para os diretores da instituição financeira.
Atualmente, o modelo prevê apenas oito dias por mês de atuação presencial. O banco informou que estruturou esse período de transição para que as equipes tenham tempo de adaptar suas rotinas de forma gradual, sem sobressaltos ou impactos imediatos.
Tendência de mercado e foco em produtividade
O movimento do Itaú acompanha uma reavaliação geral no setor financeiro. O Nubank, por exemplo, também ampliará a presença obrigatória para três dias em 2027. Especialistas apontam que a transformação por IA exige novas formas de organização.
Segundo Michelle Schneider, especialista em transformação digital, o redesenho do trabalho ainda não aconteceu de fato. Ela afirma que a inteligência artificial deve enxugar equipes e exigir uma reinvenção constante de todos os profissionais do mercado.
Vale lembrar que, em setembro passado, o Itaú demitiu cerca de mil funcionários que atuavam remotamente. A justificativa oficial para os desligamentos foi a quebra de confiança e evidências de baixa produtividade detectadas pelo monitoramento interno.
Novos prédios comerciais no radar do banco
Para suportar o aumento do fluxo de pessoas, o banco avalia a locação de novos prédios comerciais em São Paulo. Entre as opções analisadas está o Alto das Nações, que será o edifício mais alto da capital paulista após a conclusão.
Outra alternativa em estudo é o complexo Esther Towers, localizado na região da Chucri Zaidan. As negociações estão em fase avançada e a decisão sobre qual empreendimento escolher deve ser anunciada em breve pela diretoria do banco.
Essa movimentação sinaliza o aquecimento do setor imobiliário corporativo. Empresas como Amazon e Nubank também fecharam contratos recentes para ocupar grandes áreas de escritório, revertendo a tendência de devolução de espaços vista durante a pandemia.
A fonte original é o Estadão.







