O comércio varejista brasileiro iniciou 2026 com força, registrando aumento nas vendas e atingindo novos patamares históricos. Em fevereiro, o volume vendido subiu 0,6% em relação a janeiro, e o varejo ampliado cresceu 1,0%, conforme divulgado pelo Estadão.

Especialistas apontam que a inteligência artificial está transformando o setor, com agentes de IA já atuando como vendedores e derrubando barreiras entre o físico e o digital. Fábio Queiroz, cofundador da plataforma Innovation Week, afirma que essa tecnologia pode elevar ainda mais o lucro dos varejistas.

Além da inovação tecnológica, fatores como a isenção do Imposto de Renda, a alta do salário mínimo e a dinâmica do crédito também sustentam o consumo, segundo análises do Itaú Unibanco e do IBGE.

Varejo registra crescimento recorde em fevereiro

Dados do IBGE mostram expansão nas vendas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o varejo ampliado atingiu novo recorde histórico, impulsionado principalmente por supermercados, que cresceram 1,1%. Outros segmentos em alta foram livros e papelaria (2,4%), combustíveis (1,7%) e artigos farmacêuticos e de perfumaria (0,3%).

Quedas em setores de bens duráveis

Por outro lado, as vendas de equipamentos para escritório, informática e comunicação recuaram 2,7%, enquanto artigos de uso pessoal e doméstico caíram 0,6% e móveis e eletrodomésticos apresentaram leve retração de 0,1%.

Impacto da política monetária e do dólar

O economista Carlos Lopes, do banco BV, destaca que a leve aceleração do varejo está alinhada com a expectativa de manutenção da Selic em nível reduzido, apesar da reunião do COPOM prevista para 29 de abril. A queda do dólar, segundo Cristiano Santos do IBGE, não tem refletido diretamente nos preços ao consumidor, pois as empresas têm usado a moeda mais barata para abastecer estoques sem repassar descontos.

Perspectivas para o primeiro trimestre

O Itaú Unibanco projeta que as vendas no varejo se manterão sustentadas no início de 2026, impulsionadas pela isenção do Imposto de Renda e pelo aumento do salário mínimo. O crédito à pessoa física continua em expansão, com alta de 0,3% em fevereiro, reforçando o poder de compra das famílias.

Assim, a combinação de inteligência artificial, políticas fiscais favoráveis e um ambiente de crédito mais acessível aponta para um cenário de crescimento robusto e potencial aumento de lucros no varejo brasileiro.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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