O Brasil registrou um respiro no bolso dos consumidores com a primeira deflação do ano. O índice que mede a prévia oficial dos preços no país apresentou uma variação negativa surpreendente para muitos setores.

Diversos segmentos, desde a conta de luz até a prateleira do supermercado, mostraram um alívio real nos preços médios. Essa mudança impacta diretamente o poder de compra de milhões de famílias brasileiras.

A queda nos valores de itens essenciais como energia e combustíveis ajudou a consolidar esse cenário favorável no período avaliado pelo IBGE, conforme divulgado pelo Estadão.

O impacto do bônus de Itaipu na conta de luz

A inflação no Brasil registrou a primeira variação negativa do ano no período entre meados de julho e meados de agosto, segundo dados do IBGE. O IPCA-15 fechou o período com variação de -0,4%.

O número foi puxado para baixo principalmente pela entrada, nas contas de luz, do bônus de Itaipu, que é uma forma de devolver aos consumidores o dinheiro que sobra da operação da usina hidrelétrica binacional.

Esse bônus entra direto nas contas dos consumidores que tiveram consumo inferior a 350 kWh no ano passado. Com isso, o item energia elétrica residencial fechou o período com um recuo expressivo de 6,25%.

Alívio nos preços de combustíveis e alimentos básicos

O recuo na energia elétrica fez com que o grupo Habitação encerrasse o período com variação de -1,41%, a maior queda entre os grupos. Os dados mostram que o grupo Transportes também recuou de 0,11% para -1% em agosto.

Houve queda nas passagens aéreas (-13,3%) e nos combustíveis (-1,43%). “Foram registradas quedas no etanol (-3,63%), na gasolina (-1,23%) e no óleo diesel (-0,71%), enquanto o gás veicular aumentou 1,42%”, diz o instituto.

No setor de Alimentação e Bebidas, a redução foi de 0,57%, com destaque para o tomate (-27,38%) e a batata-inglesa (-25,14%). Por outro lado, o leite longa vida subiu 3,41% e as frutas avançaram 3,11%.

Custos que continuam pressionando o orçamento

Apesar da queda geral na inflação, alguns setores registraram aumentos. O grupo Despesas Pessoais teve alta de 0,66%, resultado influenciado principalmente pelo reajuste no preço do cigarro, que subiu 5,56%.

O grupo Educação subiu 0,46% em agosto, puxado pelos reajustes nos cursos regulares. Já a Saúde e Cuidados Pessoais teve alta de 0,4%, com destaque para artigos de higiene pessoal e planos de saúde.

No caso dos planos de saúde, a variação de 0,42% reflete a incorporação do reajuste autorizado pela ANS. O cenário mostra um equilíbrio entre itens de consumo diário que caíram e serviços estruturais que subiram.

A fonte original é o Estadão, disponível em: https://www.estadao.com.br/economia/inflacao-ipca-15-ibge-agosto-2026/

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