O Brasil deu mais um passo importante na agenda de infraestrutura ao firmar um empréstimo de R$ 2,57 bilhões que vai financiar a contrapartida do Estado de São Paulo na Parceria Público-Privada (PPP) do túnel Santos-Guarujá. A operação, estruturada pelo Banco do Brasil e garantida pela União, foi assinada na segunda‑feira, 13, e deve abrir caminho para a maior obra de ligação submersa do país.

O vice‑presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participaram da cerimônia, enquanto o governador Tarcísio de Freitas esteve ausente. O discurso ficou a cargo do secretário de Fazenda e Planejamento, Samuel Kinoshita, que enfatizou a importância da parceria federal‑estadual para tirar o projeto do papel, discussão que já dura quase um século.

Conforme divulgado pelo Estadão, o financiamento traz taxa de CDI + 1,59% e prazo de 23 anos, reforçando a vocação do Banco do Brasil em apoiar projetos estratégicos para o desenvolvimento nacional.

Detalhes do empréstimo e da PPP

A PPP do túnel prevê investimento total de R$ 7 bilhões, dos quais R$ 5,1 bilhões virão de recursos públicos divididos igualmente entre União e São Paulo. O aporte federal será feito via Autoridade Portuária, enquanto o estadual será assegurado com a operação de crédito anunciada.

Como será a obra e qual a previsão de conclusão?

O contrato da PPP foi assinado em janeiro de 2026 e as obras devem iniciar em 2027, com a operação do primeiro túnel submerso prevista para 2031. A construtora Mota‑Engil ficará responsável pela construção, operação e manutenção por 30 anos, adotando módulos de concreto pré‑moldado semelhantes a projetos na Europa e Ásia.

Impactos esperados na mobilidade e logística

Atualmente, a viagem entre Santos e Guarujá leva cerca de uma hora em 40 km de rodovia. Com o túnel, o tempo de travessia pode reduzir para até cinco minutos, aliviando gargalos logísticos no Porto de Santos, maior da América Latina e responsável por um terço das exportações brasileiras.

Reações de autoridades

Alckmin destacou o “espírito republicano” da iniciativa e afirmou que a condição de financiamento é favorável ao Estado. Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, ressaltou o compromisso inegociável da instituição em ser parceiro estratégico para projetos que conectam pessoas e estimulam a economia.

A fonte original da notícia é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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