O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, manifestou nesta quarta‑feira (22) que o inquérito das fake news deve permanecer aberto pelo menos até as eleições deste ano. Em entrevista ao Jornal da Globo, ele argumentou que a apuração de ataques à Corte continua imprescindível para garantir a independência do Poder Judiciário.

Gilmar citou o relatório do senador Alessandro Vieira (MDB‑SE), que pediu o indiciamento de três ministros do STF e do procurador‑geral da República por supostas falhas no caso Master. O parecer foi rejeitado pela comissão, mas reforçou a necessidade de manter a investigação viva, segundo o ministro.

A defesa de Gilmar vem em meio a novas críticas ao STF por parte do ex‑governador mineiro e pré‑candidato à presidência Romeu Zema, que tem divulgado vídeos satíricos contra a Corte. Conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil, o ministro ainda solicitou que o colega Alexandre de Moraes avalie a inclusão de Zema no inquérito.

Por que o inquérito das fake news deve continuar até o pleito eleitoral?

Relevância diante de ataques à Corte

Gilmar descreve o tribunal como “vilipendiado” e destaca a “covardia” do relator da CPI do Crime Organizado ao tentar indiciar pessoas sem focar nos responsáveis reais. Ele afirma que “é preciso que haja resposta” para proteger a imagem e a autoridade do STF.

Histórico e críticas ao processo

O inquérito, que completou sete anos, foi instaurado de ofício pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e conduzido por Alexandre de Moraes, não por delegado. Entre as controvérsias estão o sigilo rígido e a escolha do relator, apontada como politicamente sensível.

Conflito com Romeu Zema

Zema publicou mais de dez vídeos criticando o STF em sua conta no Instagram, alegando perseguição e prometendo “ir até o fim”. Gilmar ressaltou que figuras públicas devem agir com responsabilidade e que “não podemos fazer esse tipo de brincadeira”. O pedido de inclusão de Zema no inquérito visa averiguar possíveis violações à lei de fake news.

Impacto nas eleições de 2024

Manter a investigação aberta até o segundo turno pode impedir a disseminação de informações falsas que influenciem o voto. Gilmar acredita que a medida é “relevante” para garantir um ambiente eleitoral mais transparente e proteger o Estado de Direito.

Para mais detalhes, consulte a matéria original em Notícias ao Minuto Brasil: fonte original.

You May Also Like
Lula e Macron tratam de defesa, ciência e tecnologia e comércio

Lula e Macron tratam de defesa, ciência e tecnologia e comércio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua visita à Índia…
Flávio Bolsonaro exibe vídeo com Lula atrás das grades em desfile; veja

Flávio Bolsonaro chama Tereza Cristina de “sonho de consumo” e abre mistério sobre escolha de vice na campanha 2026

Senador do PL revela admiração por Tereza Cristina durante a Expogrande, enquanto a ministra descarta a vaga de vice e mantém suas pretensões políticas
Ratinho Jr escolhe Sandro Alex para ser candidato ao Governo do Paraná

Ratinho Junior confirma Sandro Alex como candidato do PSD ao governo do Paraná nas eleições de outubro de 2026

Governador oficializa a escolha e revela estratégias políticas que mudam o cenário eleitoral do estado
Nikolas ironiza escolha do Curupira como mascote da COP30; Barbalho rebate

Nikolas Ferreira viajou em jato de Vorcaro na campanha de 2022

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor e influencer Guilherme…