O mercado de vinhos no Brasil foi surpreendido com a notícia de que Germán Garfinkel, vice-presidente do Grupo Wine, está deixando a companhia após anos de liderança.

O executivo argentino, que vive no Brasil há quase três décadas, desempenhou um papel vital na expansão da empresa, ajudando a consolidar o maior clube de assinaturas do mundo.

Mesmo com a saída oficializada recentemente, Garfinkel já desperta o interesse de concorrentes e avalia novas propostas no setor, conforme divulgado pelo Estadão.

A trajetória de Germán Garfinkel e seu impacto no Grupo Wine

Com 24 anos de experiência no setor, Garfinkel é apontado como um dos grandes motores por trás do sucesso do Grupo Wine, que faturou R$ 940 milhões no último ano.

Sua jornada na empresa começou efetivamente em 2018, quando vendeu sua própria importadora, a Bodegas, para o grupo, passando a integrar o time de executivos de alto escalão.

Ele também foi o nome à frente de movimentos estratégicos importantes, como a aquisição da Cantu em 2021 e a expansão das operações de vinhos para o mercado mexicano.

Acordos financeiros e a cláusula de não competividade

A saída de Germán envolveu a venda de suas ações na companhia, concretizada justamente no dia de seu aniversário de 51 anos, marcando o fim de um ciclo societário importante.

Como parte do acordo, ele assinou uma cláusula de non-compete, o que o impede de atuar diretamente em negócios concorrentes no segmento de vinhos até o mês de abril de 2026.

Apesar dessa restrição temporária, o executivo reforça sua paixão pelo país: “Não vou deixar o Brasil e vou ficar neste mercado, trabalhando para aumentar o consumo de vinhos do País”.

Desafios do setor e discordâncias estratégicas

Fontes próximas indicam que a saída foi motivada por discordâncias sobre os rumos estratégicos que o Grupo Wine deveria seguir diante de um cenário econômico mais desafiador.

O setor de vinhos enfrenta uma retração nas vendas desde o período da Copa do Mundo, o que exige das grandes importadoras novas formas de manter o crescimento e a rentabilidade.

Mesmo afastado da gestão direta, Garfinkel mantém sua identidade ligada ao produto e ao mercado brasileiro, afirmando com bom humor sua conexão profunda com a cultura local.

“Tirando a seleção argentina de futebol, que nunca se troca, o San Lorenzo de Almagro, que é meu time de coração, e o vinho, eu sou super brasileiro”, declarou o executivo.

A fonte original é o Estadão.

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