O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, confirmou que comparecerá à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, do Senado, na quarta‑feira (8), às 10h. A informação foi divulgada pelo presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT‑ES), e confirmada pela assessoria de imprensa do BC.

Galípolo foi convidado a depor, mas sua presença não é obrigatória. O convite foi formalizado por requerimento aprovado, apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo‑CE), que destaca o encontro do presidente do BC com o presidente Lula (PT) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no Palácio do Planalto em 4 de dezembro de 2024.

O documento questiona a finalidade institucional da reunião, ressaltando a necessidade de esclarecimentos sobre a participação do dirigente do BC em situação que envolve agente econômico investigado. (fonte: Notícias ao Minuto Brasil – Política)

Contexto do encontro e suas implicações

Motivações do requerimento

Segundo o requerimento, a presença de Galípolo em reunião com agente econômico sob investigação suscita dúvidas sobre limites da atuação de autoridades monetárias em cenários regulatórios sensíveis. O texto afirma que o BC tem papel essencial na supervisão e estabilidade do sistema financeiro, exigindo plena elucidação dos motivos que levaram ao encontro.

Detalhes da reunião no Planalto

O encontro, ocorrido antes da divulgação do escândalo de fraude financeira, contou também com a participação de Daniel Vorcaro, acompanhado do ex‑ministro da Fazenda Guido Mantega, e de Augusto Lima, ex‑sócio do Master. Mantega teria conversado com o chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, antes de solicitar audiência com o presidente.

Outros depoimentos na CPI

A CPI do Crime Organizado também convocou o ex‑presidente do BC, Roberto Campos Neto, cuja presença é obrigatória. O ministro do STF, André Mendonça, já liberou o economista para depor. A comissão tem prazo até 14 de abril, mas o relator Alessandro Vieira (MDB‑SE) pediu prorrogação por 60 dias.

Origens da comissão

Instaurada em novembro de 2025, a CPI surgiu na esteira da Operação Contenção, no Rio de Janeiro, que resultou em 122 mortes. O grupo investigado, conhecido como “Master”, tornou‑se foco da comissão após resistência de Alcolumbre em abrir CPI específica sobre o caso.

Acompanhe o desenrolar desta importante investigação e fique atento às próximas sessões. A fonte original da notícia é a Notícias ao Minuto Brasil – Política.

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