A guerra no Oriente Médio está gerando efeitos diferentes nos países da América Latina e do Caribe, mas a inflação tende a subir em toda a região, segundo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado nesta sexta-feira, 17.
O organismo destaca que nações produtoras de petróleo, como o Brasil, se beneficiam dos preços elevados de energia, enquanto outras economias enfrentarão maior pressão sobre os preços de alimentos e energia.
Essas informações foram apresentadas nas reuniões de Primavera do FMI em Washington, conforme reportado pelo Estadão.
Guerra no Oriente Médio: consequências distintas para a América Latina
Inflação em alta para todos os países
“O impacto sobre a atividade econômica vai variar muito entre os países, mas o impacto sobre a inflação é mais uniforme. A inflação será maior para todos”, afirmou Nigel Chalk, diretor do departamento do Hemisfério Ocidental do FMI.
Projeções de crescimento revisadas
O FMI elevou a expectativa de crescimento do PIB da região para 2,3% em 2024, 0,1 ponto percentual acima da última atualização. Para 2025, a projeção de 2,7% foi mantida. Destacam‑se avanços em Paraguai, Argentina, Equador, Chile e Colômbia.
Para o Brasil, a previsão foi de 1,9% de crescimento em 2024, melhora de 0,3 ponto percentual, e 2,0% em 2027. Já a Bolívia deverá enfrentar mais um ano de recessão.
Benefícios e vulnerabilidades dos produtores de energia
“Os produtores de petróleo — Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Equador, Guiana, Trinidad e Tobago, Estados Unidos e Venezuela — estão se beneficiando dos altos preços da energia”, ressaltou Chalk. Esses países veem o choque de commodities fortalecer o balanço de pagamentos, apoiar o crescimento e melhorar as finanças públicas.
Entretanto, mesmo entre eles, os mais vulneráveis sentirão o peso dos preços mais altos de energia e alimentos.
Recomendações fiscais e monetárias do FMI
O Fundo recomenda preservar a credibilidade das políticas monetárias e fiscais, resistir à pressão por subsídios amplos e focar em redes de proteção para famílias vulneráveis, agricultores e empresas.
Com alto nível de dívida, a região tem pouco espaço para ampliar déficits fiscais, alerta o diretor do FMI.
Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







