O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defende que a discussão sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais está sendo usada como estratégia política em um momento de campanha eleitoral.

Segundo Alban, as propostas podem comprometer a competitividade da indústria brasileira, que já enfrenta forte concorrência de produtos importados, sobretudo da China, e um cenário de queda de produtividade.

Ele alerta ainda que mudanças precipitadas podem gerar aumento de custos para as empresas, que seriam repassados ao consumidor final, impactando preços de bens e serviços essenciais. (fonte: Estadão)

Impactos econômicos apontados pela CNI

Estudos revelam prejuízo de R$ 76 bilhões no PIB

A entidade estima que a medida pode reduzir o Produto Interno Bruto em cerca de R$ 76 bilhões, dos quais R$ 25 bilhões seriam perdidos na indústria. Pequenas e médias empresas teriam maior dificuldade para substituir mão de obra, podendo levar ao fechamento e ao repasse de custos ao consumidor.

Diferença entre setores: indústria, serviços e agro

Alban destaca que o impacto seria maior nos setores da indústria e de serviços, enquanto o agronegócio sofreria menos, já que está mais mecanizado. Ele também aponta que o setor público já opera, em média, abaixo de 40 horas, o que complica a transição.

Argumentos contra a rapidez da mudança

O presidente da CNI critica a proposta de enviar ao Congresso um projeto de lei com “urgência constitucional”, que imporia prazo de 45 dias para debate. “É um erro político”, afirma Alban, que vê a medida como uma imposição legislativa e não como negociação entre patrões e trabalhadores.

Necessidade de consenso e transição gradual

Alban pede que a discussão seja “serena, madura e responsável”, com estudos setoriais detalhados e um processo de transição escalonado. Ele enfatiza que a falta de consenso pode gerar polarização entre “nós e eles”, prejudicando tanto empregadores quanto empregados.

Para o setor produtivo, a prioridade é garantir que eventuais mudanças não comprometam a competitividade e que custos adicionais não sejam transferidos integralmente aos consumidores.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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