Os Estados Unidos e Taiwan deram um passo gigante nas relações comerciais ao assinar um acordo que corta tarifas e abre portas para investimentos bilionários. O pacto, formalizado nesta quinta-feira, promete impulsionar exportações e fortalecer setores estratégicos como semicondutores e energia.

Esse movimento chega em um momento de tensão global, com cadeias de suprimentos vulneráveis e disputas comerciais fervendo. Taiwan, potência em chips, se compromete com compras massivas nos EUA, enquanto Washington reduz barreiras para produtos taiwaneses. É um ganha-ganha que pode redefinir o comércio na Ásia.

Conforme divulgado pelo Estadão e fontes internacionais como La República e Bloomberg Línea.

Redução de Tarifas e Abertura de Mercados

Os EUA vão baixar as tarifas sobre exportações taiwanesas de 20% para 15%. Isso inclui isenções para produtos como chips, smartphones e genéricos farmacêuticos. O Representante Comercial americano, Jamieson Greer, destacou que o acordo elimina barreiras tarifárias e não tarifárias para exportações dos EUA a Taiwan.

Taiwan, por sua vez, abre mais seu mercado a produtos americanos, como carnes, laticínios, trigo, itens médicos e automóveis. A proporção de exportações taiwanesas sujeitas a tarifas recíprocas cai de 24% para 15,5%, segundo o vice-primeiro-ministro Cheng Li-chiun.

Compromissos de Compras Bilionárias

Taiwan planeja aumentar compras de produtos chave dos EUA até 2029. Isso abrange US$ 44,4 bilhões em gás natural liquefeito e petróleo bruto, US$ 15,2 bilhões em aeronaves e motores civis, e US$ 25,2 bilhões em equipamentos elétricos e redes de energia.

Washington retribui reduzindo tarifas, em troca de medidas para uma relação comercial mais recíproca, como informado pelo USTR e El Economista.

Foco em Alta Tecnologia e Resiliência

O pacto fortalece cadeias de suprimentos em alta tecnologia, especialmente semicondutores. Empresas taiwanesas, como a TSMC, prometem investimentos de até US$ 250 bilhões em fábricas nos EUA. Isso inclui exceções para importação de chips sob a Seção 232, beneficiando produção local.

Greer afirmou que o acordo aumenta oportunidades para agricultores, trabalhadores e fabricantes americanos, enquanto Cheng diz que coloca Taiwan em igualdade com rivais.

A fonte original é o Estadão e você pode ler a matéria completa aqui.

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