A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Unha e Carne, trazendo à tona nomes conhecidos da política fluminense. Documentos apreendidos com o bicheiro Adilsinho revelam anotações comprometedoras.
Entre os citados está o ex-governador Cláudio Castro, cujas anotações financeiras levantam suspeitas de possível caixa dois de campanha. A investigação foca na relação entre a contravenção e o poder público.
A ação policial também mira outros parlamentares e já resultou em bloqueios milionários de bens, além de novas ordens de prisão contra figuras influentes, conforme divulgado pelo portal G1.
Operação Unha e Carne mira cúpula do jogo do bicho e políticos
As investigações da Polícia Federal tiveram um avanço significativo após a análise de planilhas apreendidas com Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. Os papéis indicam registros de supostos pagamentos indevidos.
Os documentos conteriam registros de doações eleitorais e uma contabilidade paralela utilizada para ocultar a movimentação de recursos ilícitos. A PF apura se houve repasse direto de dinheiro a agentes políticos estaduais.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordenou o bloqueio de bens e valores de até R$ 22 milhões. Além disso, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense.
A defesa de Cláudio Castro e as negativas sobre as listas
Em nota, a defesa de Cláudio Castro afirmou que “é mentirosa qualquer ilação de que ele tenha recebido pagamento, doação ilegal, vantagem indevida ou qualquer repasse de recursos” atribuído ao bicheiro.
Os advogados ressaltaram que a simples citação em uma lista de terceiros não comprova atos ilícitos. Eles reforçaram que a campanha de 2022 foi declarada regularmente e as contas foram analisadas pela Justiça Eleitoral.
A nota ainda destaca que “Cláudio Castro não é alvo da operação mencionada e não há imputação formal contra ele”. O ex-governador já desistiu de sua pré-candidatura ao Senado após outras ações recentes da PF.
Prisões de nomes influentes e desdobramentos no Rio
A nova fase da operação também resultou em mandados de prisão contra o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e o pastor Márcio Poncio. Bacellar já estava detido, mas recebeu uma nova ordem judicial do STF.
O advogado Ricardo Braga, que defende Adilsinho, afirmou que seu cliente “rechaça a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos”, negando qualquer irregularidade financeira no esquema.
A Polícia Federal investiga se o esquema de lavagem de dinheiro possui ramificações profundas nos poderes Executivo e Legislativo. O caso segue sob segredo de Justiça para aprofundar a análise de todas as planilhas.
A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil – Política, disponível em: Notícias ao Minuto Brasil – Política.








