Documentos enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado expuseram um complexo esquema de repasses milionários do Banco Master. Os pagamentos atingem políticos, ex‑ministros e empresários ligados a Michel Temer, Antonio Rueda, Ratinho Junior, ACM Neto, Guido Mantega, Henrique Meirelles, Ricardo Lewandowski e outros.
Segundo a reportagem, entre 2024 e 2025 o banco pagou R$ 18,5 milhões a Henrique Meirelles e R$ 14 milhões à Pollaris Consultoria, empresa de Guido Mantega. Outros valores incluem R$ 10 milhões ao escritório de advocacia de Temer e R$ 6,4 milhões a escritórios de Rueda.
Os dados também revelam pagamentos a empresas da família Massa, ao governador do Paraná, ao senador Jaques Wagner e ao escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes, totalizando cerca de R$ 80 milhões apenas em 2024‑2025. A informação foi divulgada por Notícias ao Minuto Brasil.
Repasses a grandes nomes da política brasileira
Michel Temer e Antonio Rueda
O Banco Master destinou R$ 10 milhões ao escritório de advocacia de Michel Temer em 2025 e R$ 6,4 milhões a dois escritórios de Antonio Rueda desde 2023. Temer afirmou que recebeu apenas dois pagamentos – R$ 5 milhões e R$ 2,5 milhões – por serviços de mediação.
Ex‑ministros e ex‑presidente do Banco Central
Henrique Meirelles recebeu R$ 18,5 milhões, enquanto Guido Mantega teve R$ 14 milhões pagos à sua empresa Pollaris Consultoria. Ambos alegam que os contratos foram de consultoria e que encerraram a prestação de serviços antes de 2025.
Ratinho Junior, ACM Neto e Ricardo Lewandowski
Ratinho Junior, por meio da Massa Intermediação, recebeu R$ 21 milhões entre 2022 e 2025. A empresa Gralha Azul, ligada ao governador do Paraná, recebeu R$ 3 milhões em 2022. ACM Neto, por meio da A&M Consultoria, faturou R$ 5,45 milhões, e o escritório da família Lewandowski recebeu ao menos R$ 6,1 milhões desde novembro de 2023.
Pagamentos a empresas ligadas ao governo Lula
A BN Financeira, de Bonnie Bonilha (nora de Jaques Wagner), recebeu R$ 12 milhões entre 2022 e 2025. Wagner, por sua vez, consta com um pagamento de R$ 289 mil como pessoa física, que ele alega ser rendimento de aplicação bancária.
Além disso, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados recebeu cerca de R$ 80 milhões em 2024‑2025, conforme revelado pela Folha de S. Paulo.
Reações e defesas dos envolvidos
As assessorias de maioria dos citados emitiram notas defendendo a legalidade das transações. O Grupo Massa destacou que suas atividades são “declaradas à Receita Federal”. Meirelles disse que não tinha conhecimento das operações do banco e rescindiu o contrato em julho de 2025. Lewandowski afirmou que saiu da advocacia ao assumir o ministério da Justiça.
O ex‑secretário Fabio Wajngarten, que recebeu R$ 3,8 milhões em 2025, integrou a equipe de defesa de Daniel Vorcaro, atualmente preso sob suspeita de fraude e ameaças, e busca acordo de delação premiada.
Fonte original: Notícias ao Minuto Brasil – Política








