Com a aproximação das Eleições 2026, os partidos e lideranças começam a consolidar seus projetos para a disputa pelo Palácio do Planalto, gerando grande expectativa no eleitorado de todo o país.

Atualmente, há 12 nomes apontados pelas legendas e outro que busca viabilizar sua candidatura em uma disputa interna. As candidaturas oficiais serão definidas apenas após as convenções em julho de 2026.

O registro dos candidatos vai até agosto, véspera do início da campanha eleitoral. Conheça as trajetórias e o histórico dos nomes cotados para a presidência, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

A corrida eleitoral e os perfis dos pré-candidatos à presidência

Líderes consolidados e a busca pela reeleição no Planalto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca a reeleição pelo PT. Metalúrgico e líder sindical no ABC paulista, ele governou de 2003 a 2010. Em 2022, venceu após ter suas condenações na Lava Jato anuladas pelo STF.

Em 2018, Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, ficando preso por 580 dias. O Supremo anulou os processos em 2021 por considerar parcialidade, permitindo que ele voltasse a disputar o Executivo.

O senador Flávio Bolsonaro representa o PL após a inelegibilidade do pai. Com passagens pela Assembleia do Rio, ele enfrenta polêmicas recentes sobre negociações financeiras envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro.

Flávio foi eleito para o Senado com mais de 4 milhões de votos em 2018. Ele foi o nome indicado por Jair Bolsonaro para manter o legado da família na disputa presidencial após as condenações do ex-presidente.

Romeu Zema, do partido Novo, deixou o governo de Minas Gerais em abril de 2026 para a disputa. Administrador formado pela FGV, ele liderou o Grupo Zema por décadas e mantém forte alinhamento com pautas da direita.

Ronaldo Caiado, governador de Goiás pelo PSD, disputa sua segunda eleição presidencial. Médico e representante de uma poderosa família do agronegócio, ele defende pautas conservadoras e possui longo histórico no Congresso.

Novas alternativas e o cenário de antipolarização

O psiquiatra Augusto Cury lançou pré-candidatura pelo Avante em 2026. Autor do best-seller O Vendedor de Sonhos, ele propõe um diálogo de centro, direita e busca atrair eleitores que rejeitam a polarização.

Cury afirma manter conversas com políticos como Gilberto Kassab e Michel Temer. Seu foco é apresentar uma alternativa baseada na saúde emocional e na gestão humanista para enfrentar os desafios sociais do Brasil moderno.

Renan Santos, fundador do MBL, concorre pelo partido Missão. Chamado de Javier Milei brasileiro pelo estilo impetuoso, ele atua nas redes sociais e defende ideias disruptivas, opondo-se ao petismo e ao bolsonarismo.

Ele foi um dos articuladores dos protestos de 2014 e busca sua primeira vitória em cargos eletivos. Renan utiliza lives diárias para discutir política e consolidar sua base entre os jovens e eleitores de direita liberal.

Militância ideológica e representantes da esquerda

O jornalista Rui Costa Pimenta lidera o PCO. Fundador do PT, foi expulso em 1995 e criou a própria legenda de linha trotskista. Já disputou a presidência em três ocasiões anteriores, mantendo seu discurso comunista.

Pela Unidade Popular, Samara Martins foca em pautas sociais. Dentista do SUS e ativista da Frente Negra Revolucionária, ela já foi diretora da UNE e vice na chapa de Leonardo Péricles na eleição presidencial de 2022.

O PCB indica Edmilson Costa, doutor em economia pela Unicamp. Já o PSTU aposta no professor e rapper Hertz Dias, militante do Movimento Negro no Maranhão, que busca levar as pautas da classe trabalhadora ao debate.

Cabo Daciolo está de volta, agora pelo Mobiliza. Bombeiro e pastor, ele obteve mais de 1,3 milhão de votos em 2018. Conhecido por sua oratória religiosa, o ex-deputado já passou por seis legendas ao longo de sua trajetória.

O impasse jurídico e as disputas na Democracia Cristã

O ex-ministro Joaquim Barbosa foi anunciado pelo DC, mas mantém silêncio sobre a disputa. Famoso por relatar o mensalão no STF, sua possível candidatura causa expectativa por sua imagem de combate à corrupção.

Barbosa construiu carreira no Ministério Público Federal e foi nomeado ao Supremo por Lula em 2003. Sua aposentadoria ocorreu em 2014, e desde então seu nome é ventilado em diversos ciclos eleitorais para o Planalto.

No mesmo partido, Aldo Rebelo luta para se viabilizar. Ex-presidente da Câmara e ministro da Defesa, ele conseguiu reintegração à legenda via Justiça, após ser expulso por divergências com o comando do Democracia Cristã.

Rebelo possui um longo histórico no PCdoB e ocupou pastas importantes como Ciência e Tecnologia e Esportes. Ele tenta agora usar sua experiência administrativa para garantir um espaço na chapa presidencial de 2026.

O artigo original é do Notícias ao Minuto Brasil e pode ser lido na íntegra pelo link: https://www.noticiasaominuto.com.br/ultimas-noticias/2392051/saiba-quem-sao-os-pre-candidatos-a-presidencia-da-republica-nas-eleicoes-2026?utm_source=rss-politica&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed

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