O setor do agronegócio vive um momento decisivo com a aceleração dos pedidos para a renegociação de dívidas rurais. O Banco do Brasil, principal agente do setor, registrou um aumento expressivo na procura.
Com a proximidade do prazo final de uma importante medida governamental, milhares de produtores estão buscando regularizar suas pendências financeiras para garantir o acesso a novos créditos e custeios.
A expectativa é que o volume total de recursos repactuados atinja patamares recordes, oferecendo fôlego extra ao campo, conforme divulgado originalmente pelo jornal Estadão.
Banco do Brasil acelera renegociação de dívidas rurais para apoiar o campo
A meta de R$ 20 bilhões e o ritmo das agências
O Banco do Brasil projeta superar a marca de R$ 20 bilhões em renegociação de dívidas rurais até o dia 12 de novembro. Atualmente, o banco já consolidou R$ 3,3 bilhões em diversas operações finalizadas.
Além dos valores já fechados, cerca de R$ 6,5 bilhões estão em fase final de aprovação e outros R$ 6,1 bilhões seguem sob análise técnica das agências, totalizando quase 13 mil propostas no sistema.
O foco nos produtores inadimplentes e o acesso ao crédito
Gilson Bittencourt, vice,presidente de Agronegócios do BB, explicou que o foco inicial foi reabilitar o crédito de quem estava em atraso. Isso é vital para a contratação do novo e aguardado Plano Safra.
“Verificamos que a renegociação dos inadimplentes veio em patamar menor do que imaginávamos”, apontou o executivo. Muitos produtores ainda nutriam a expectativa de um perdão total ou anistia de suas dívidas.
Melhora nos preços das commodities traz otimismo
Apesar da pressão da inadimplência, que atingiu 6,27% na carteira agro do banco, a alta nos preços de soja, arroz e milho deve facilitar o cumprimento dos compromissos financeiros dos produtores rurais.
Bittencourt citou que a soja subiu para contratos futuros de até R$ 160 por saca. “São preços que remuneram o produtor, estimulam o plantio e esse aumento amplia a margem do produtor”, destacou o executivo.
O prazo final e a escassez de recursos subsidiados
Os produtores precisam correr, pois a validade da medida vence em 12 de novembro. O Tesouro Nacional destinou R$ 25,8 bilhões para o programa, e esses recursos subsidiados já começam a ficar escassos.
O banco realiza uma busca ativa para garantir que o setor continue pujante. A instituição afirma que o agronegócio é sua essência e o objetivo é manter a parceria de longo prazo com o produtor brasileiro.
A fonte original é o Estadão e você pode ler a matéria completa no link: https://www.estadao.com.br/economia/agronegocios/bb-ve-tracao-em-renegociacao-de-dividas-rurais-e-projeta-superar-r-20-bi-em-prorrogacoes/






