ANA POMPEU
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro STF Flávio Dino suspendeu nesta quinta-feira (5) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de todos os listados pela CPI mista do INSS, incluindo de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A medida estende a decisão expedida favorável à empresária Roberta Moreira Luchsinger, assinada na quarta (4).

De acordo com o ministro, ainda, caso a CPI entenda ser o caso, pode deliberar novamente sobre o tema em relação a todos os alcançados. Ainda, o relator afirma que a medida não afeta as investigações conduzidas pela Polícia Federal.

“Por óbvio, esclareço que a decisão de ontem e a presente decisão não têm qualquer relação e não invalidam quebras de sigilo efetuadas na investigação da Polícia Federal, sob a supervisão do STF, em procedimentos próprios”, disse o relator.

Com a decisão, o ministro considerou todas as petições que pediram extensão do entendimento dado no pedido da empresária prejudicadas.

A comissão aprovou 87 requerimentos em 26 de fevereiro. As defesas questionaram a forma definida para a votação, feita em bloco.

Na liminar desta quarta, Dino disse que “não é cabível o afastamento de direitos constitucionais no atacado”.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, inicialmente, a avaliação entre advogados era a de que a decisão do ministro, por entender que havia ilegalidade na quebra de sigilo de uma envolvida pelo modo como a sessão da CPI ocorreu, todos os requerimentos deveriam ter sido suspensos ao mesmo tempo.

Depois da divulgação de informações pelo gabinete do relator segundo as quais a decisão foi específica para a empresária, os advogados passaram a produzir e protocolar os pedidos de extensão para os respectivos clientes.

Além da defesa de Lulinha, ao menos as defesas do lobista Márcio Alaor, do economista e ex-CEO do Banco Master Augusto Ferreira Lima, da empresária e presidente do Palmeiras Leila Pereira, e da holding PKL One Participações, detentora do Credcesta, também pediram que Dino barre as quebras de sigilo contra eles.

Nesta quinta, Dino afirmou que diferenciar as situações de citados pela CPI para as quebras geraria insegurança jurídica e “intermináveis debates tanto na seara administrativa (no Banco Central e na Receita Federal), quanto na judiciária”.

“Como equivocadamente houve a votação ‘em globo’ em um único momento na Sessão do dia 26 de fevereiro de 2026, é impossível – inclusive em face do princípio lógico da não contradição – que o referido ato seja nulo para alguns e válido para outros”, disse.

Leia Também: Lula diz que PEC da Segurança combate crime, agradece a deputados por aprovação e pede análise do Senado

Fonte: Notícias ao Minuto Brasil – Política

You May Also Like
Receita exonera auditor alvo de operação da Polícia Federal

Receita exonera auditor alvo de operação da Polícia Federal

A Receita Federal exonerou nesta quinta-feira (19) um auditor fiscal que ocupava…
Mendonça defende quebra de sigilo em buscas no Google só com suspeita prévia

André Mendonça revela que lucros do Instituto Iter vão para dízimo de igreja e obras sociais em meio a polêmica no STF

Ministro do Supremo anuncia doação de 10% para dízimo e 90% para ações sociais após faturamento milionário e debates sobre conduta ética
'Estímulo Elétrico Craniano': entenda pedido de Bolsonaro

Flávio Bolsonaro defende financiamento de filme sobre o pai após revelações de mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master

Senador nega irregularidades em repasses para a produção cinematográfica e ataca a imprensa durante evento político realizado no interior de São Paulo
Aliados buscam Bolsonaro na Papudinha para destravar disputas eleitorais nos estados

Primeira Turma do STF tem unanimidade para manter Bolsonaro na Papudinha

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal)…