O Governo Federal está preparando uma nova ofensiva para ajudar brasileiros a saírem do vermelho. O foco agora é o Desenrola 3.0, que promete movimentar bilhões em negociações diretas.
A estratégia central envolve um grande leilão de dívidas, focado em débitos antigos que ainda impedem o acesso ao crédito para milhões de cidadãos e pequenos empreendedores em todo o país.
A previsão é que o processo ocorra entre o fim de novembro e o início de dezembro deste ano, com descontos agressivos para os devedores, conforme divulgado pelo Estadão.
O funcionamento do leilão de dívidas no Desenrola 3.0
O ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, confirmou que o governo prevê realizar o certame em breve. Segundo ele, o cronograma depende apenas da finalização de interlocuções técnicas necessárias.
“Nós temos uma previsão de fazer o leilão dentro do mês de novembro, podendo ser no começo do mês de dezembro, a depender da quantidade de trabalho e novas interlocuções”, afirmou Durigan.
Volume bilionário e público-alvo
A iniciativa visa atingir dívidas com atraso entre dois e quatro anos e meio. O volume total da carteira disponível para negociação pode chegar à impressionante marca de R$ 90 bilhões em débitos.
O público prioritário do Desenrola 3.0 são as pessoas físicas e os microempreendedores individuais (MEIs). O objetivo é remover o entrave financeiro que trava a economia e a vida dessas famílias.
“Uma vez chegando algo como R$ 90 bi nessa manifestação dos credores, nós vamos avaliar qual o tamanho do leilão que nós vamos fazer. Não necessariamente será sobre todo o montante”, pontuou o ministro.
Descontos agressivos e custo para o governo
Uma das regras principais da Medida Provisória do programa é o desconto mínimo de 90%. No entanto, o governo sinalizou que pode exigir deságios ainda maiores, chegando a 93% ou até 95% no leilão.
O secretário executivo da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que, se os R$ 90 bilhões forem ofertados, o custo máximo para a União seria de R$ 9 bilhões, otimizando o uso do fundo garantidor do governo.
“A gente compra o maior volume de dívida para poder resolver a vida das pessoas com o maior deságio possível”, completou Ceron, reforçando o compromisso social da medida para o setor financeiro.
Política de Estado e foco social
“Esta é uma política de Estado”, defendeu Durigan ao ser questionado sobre o calendário eleitoral. Ele destacou que o programa busca curar dívidas antigas que ainda incomodam e impedem o acesso ao crédito.
Embora o foco esteja nas faixas de renda menores, o governo admite ampliar o alcance para quem ganha acima de cinco salários mínimos, caso as instituições financeiras apresentem um volume abaixo do esperado.
A expectativa é que o Desenrola 3.0 consiga limpar o nome de uma parcela significativa da população, permitindo que microempreendedores voltem a investir em seus pequenos negócios e gerem renda local.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode ler a matéria completa através deste link: Estadão | Desenrola 3.0 e o leilão de dívidas.







