O Brasil celebra recordes de emprego e queda na pobreza, mas será que esses números contam toda a história? Muitos sentem no dia a dia uma realidade diferente, com dificuldades financeiras persistentes apesar das boas notícias oficiais.
Uma coluna recente no Estadão mergulha nessa contradição, usando dados do próprio IBGE para explicar por que a economia parece “fantasiada”. Sem teorias conspiratórias radicais, o texto foca em métricas alternativas que revelam um quadro mais preocupante.
Conforme divulgado pelo Estadão.
Desemprego Oficial em 5%, mas Real Chega a 13%
A taxa de desemprego caiu para 5%, um recorde positivo. No entanto, isso exclui milhões de brasileiros que querem trabalhar, mas não procuram ativamente, ou aqueles com empregos precários e poucas horas.
O IBGE chama isso de subutilização da força de trabalho, equivalente à taxa de desemprego real nos EUA. Essa métrica está em 13% e afeta cerca de 15 milhões de pessoas no Brasil.
Esses números explicam o incômodo de quem vê amigos e familiares lutando, mesmo com as estatísticas oficiais animadoras.
Pobreza Cai, mas Depende de Benefícios Sociais
As taxas de pobreza estão em queda, mas o IBGE calcula versões sem os auxílios sociais. Sem eles, a extrema pobreza é quase três vezes maior e volta aos patamares de 2016.
As linhas de pobreza brasileiras são baixas. Usando padrões americanos, 60% da população estaria na pobreza; pelo europeu, 80%. Milhões subiram só um pouco acima do limite nacional, o que gera desconfiança nos dados.
Inflação de Serviços Mais Alta Pressiona o Bolso
A inflação oficial parece controlada, mas a de serviços subiu 30% mais que a geral nos últimos anos. Escolas, condomínios e boletos recorrentes pesam mais no orçamento familiar.
Serviços dependem de salários e não caem facilmente, diferente de alimentos ou eletrônicos. Isso valida a sensação de aperto financeiro no cotidiano.
A fonte original é o Estadão e um link para a matéria original.







