O mercado de embarcações de alto padrão está passando por uma transformação financeira sem precedentes. Grandes gestoras mundiais estão de olho no setor de iates de luxo para expandir seus lucros.

Recentemente, a CVC Capital Partners fechou um acordo histórico para a venda de seu braço de marinas. O negócio envolve cifras astronômicas que mostram a força desse segmento em mercados exclusivos.

A operação envolve a transferência da D-Marin para a empresa francesa InfraVia por um montante que supera a marca do bilhão. Os dados da transação foram detalhados conforme divulgado pelo Estadão.

A venda bilionária das marinas de iates de luxo para a InfraVia

Valorização recorde e lucro exponencial

A CVC adquiriu a D-Marin em 2020 por cerca de 200 milhões de euros. Em apenas quatro anos, a gestora conseguiu triplicar as receitas e expandir a presença do grupo para novas regiões geográficas.

Fontes próximas ao negócio afirmam que a avaliação da empresa ficou entre 1 bilhão e 1,5 bilhão de euros. Esse salto valoriza a estratégia de investir em iates de luxo e infraestrutura portuária.

A venda é a mais recente transação em uma onda de negociações no setor. Grupos como Blackstone e Stonepeak também estão atraídos pela crescente demanda e pelas oportunidades em um mercado fragmentado.

Expansão estratégica no Mediterrâneo e Oriente Médio

Atualmente, a D-Marin conta com 28 localizações estratégicas na Europa e no Oriente Médio. A sede do grupo está localizada em Atenas, na Grécia, servindo como ponto central para as operações mundiais.

Com 22 marinas no Mediterrâneo e seis nos Emirados Árabes Unidos, o grupo oferece 14.300 vagas para embarcações. Essas vagas costumam ser alugadas anualmente por proprietários de iates de luxo.

A InfraVia, nova proprietária, pretende continuar a expansão sob o comando de Vincent Levita. O objetivo é consolidar a liderança em regiões que recebem os maiores superiates do planeta todos os anos.

Escassez de vagas impulsiona o mercado

O diretor executivo da D-Marin, Oliver Dörschuck, explicou que a empresa se beneficiou do aumento de proprietários. Mesmo com a oferta limitada de marinas, a demanda por iates de luxo continua subindo.

Dörschuck avalia que o mercado fragmentado deu às empresas maiores oportunidades de expansão. A estratégia foca na aquisição de concorrentes menores, que muitas vezes são geridos por empresas familiares.

A consultoria McKinsey estima que o setor crescerá 8% ao ano até o fim da década. O relatório de 2025 aponta que existem 210 mil iates no mundo, mas apenas 160 mil vagas de estacionamento disponíveis.

A fonte original desta notícia é o portal Estadão e você pode conferir todos os detalhes na matéria completa acessando o link original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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