A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS) chegou ao fim após sete meses de apurações, mas sem apresentar um relatório final aprovado. O parecer elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (União‑AL) foi rejeitado por 19 a 12 votos, conforme divulgado pela imprensa.
Logo após o resultado, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos‑MG), decretou o encerramento dos trabalhos sem a votação de um texto alternativo elaborado pela base governista. A senadora Eliziane Gama (PSD‑MA) tentou levar o relatório alternativo à apreciação, mas teve o pedido barrado.
Viana assegurou que a investigação continuará e que cópias do parecer rejeitado serão enviadas ao Ministério Público Federal, ao Supremo Tribunal Federal e a outras autoridades, enquanto o deputado Paulo Pimenta (PT‑RS) afirmou que o documento será encaminhado à Polícia Federal. Fonte: Notícias ao Minuto Brasil – Política
Entenda o encerramento da CPMI do INSS
A reunião começou pouco antes das 10h de sexta‑feira (27) e só terminou depois da 1h da madrugada do sábado (28). O texto do relator continha mais de 4 mil páginas e pedia o indiciamento de 216 pessoas, entre elas o empresário Maurício Camisotti, o dono do Banco Master Daniel Vorcaro e o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Segundo Gaspar, Lulinha teria recebido repasses do “Careca do INSS” por meio da empresária Roberta Luchsinger, também citada no documento. O relatório foi apresentado logo após o STF rejeitar a prorrogação dos trabalhos da CPMI, decisão que limitou o encerramento ao sábado.
Relatório alternativo da base governista
O texto alternativo, elaborado pelos aliados do governo, propõe o indiciamento de 201 pessoas, incluindo ex‑presidente Jair Bolsonaro, acusado de comandar suposta organização criminosa que fraudeava descontos associativos do INSS, e o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) por participação em organização criminosa.
Escopo das investigações
Instaurada em agosto de 2025, a CPMI do INSS investigou descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, além de supostas irregularidades na concessão de empréstimos consignados pelo Banco Master. Recentemente, a comissão foi acusada de divulgar conversas pessoais de Daniel Vorcaro obtidas de celulares apreendidos pela Polícia Federal com autorização do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
Próximos passos
Embora o relatório final tenha sido rejeitado, as autoridades receberão as cópias do documento para análise e eventual ação judicial. O encaminhamento ao MPF, STF e PF indica que as investigações seguirão em múltiplas frentes, mantendo o foco nos indiciados apontados pelos dois relatórios.
Com informações da Agência Senado.
Fonte original: Notícias ao Minuto Brasil – Política








