O bolso do brasileiro pode sofrer um impacto bilionário nos próximos anos devido a mudanças em um projeto de lei que tramita no Senado Federal. Entidades do setor estão em alerta total.

Nove grandes associações enviaram uma carta ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pedindo cautela. O motivo são as alterações feitas no texto original do projeto, conhecidas como jabutis.

Essas mudanças preveem a contratação obrigatória de usinas, o que pode gerar uma despesa astronômica para os consumidores finais de energia, conforme divulgado pelo Estadão.

O impacto bilionário no setor elétrico e na conta de luz

A associação Abrace estima que as novas regras inseridas no PL 5.017/2019 tragam um custo acumulado de R$ 1,5 trilhão na conta de luz em trinta anos. Esse valor preocupa o mercado.

Originalmente, o projeto tratava apenas de descontos para poços de água. No entanto, emendas de última hora mudaram o foco para a contratação forçada de termelétricas a gás e pequenas hidrelétricas.

O que são os chamados jabutis no projeto de lei

No jargão político, jabutis são trechos inseridos em propostas que não têm relação direta com o tema inicial. O relator Hermes Klann incluiu a obrigação de leilões para usinas na Região Norte.

A proposta exige que a Aneel realize contratações de energia térmica usando gás da Amazônia. Além disso, há dispositivos para contratar 2,5 GW de térmicas e 4,9 GW de pequenas centrais hidrelétricas.

Críticas das associações e riscos ao planejamento

As associações afirmam que a expansão da oferta de energia deve seguir critérios técnicos, não ser imposta por lei. Elas defendem que a EPE deve definir essas necessidades de forma técnica.

O grupo de entidades, que inclui a Abeeolica e a Abradee, acredita que as medidas podem forçar a contratação de energia desnecessária, elevando os custos de todo o setor elétrico nacional.

Próximos passos no Senado Federal

Davi Alcolumbre ainda não decidiu se o projeto irá direto para votação ou se passará por outras comissões. Essa definição deve ocorrer somente após o recesso parlamentar, em agosto.

O governo federal vê com bons olhos a possibilidade de o texto ser analisado pela Comissão de Assuntos Econômicos, permitindo um debate mais profundo sobre os reais impactos financeiros da medida.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes acessando a matéria original por meio deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

You May Also Like
China alerta que pode tomar ‘medidas necessárias’ caso EUA avancem com novas tarifas

China alerta que pode tomar ‘medidas necessárias’ caso EUA avancem com novas tarifas

O Ministério do Comércio da China afirmou nesta quarta-feira, 25, que tomou…
Para permanecer inovador, o SXSW foca no humano

Para permanecer inovador, o SXSW foca no humano

São Paulo ganha dois novos eventos de tecnologia e inovação em 2026…
A geopolítica fez com que os BCs passassem a ver suas reservas internacionais com outros olhos

Ouro sobe 290% e quebra regras: descubra por que os bancos mundiais estão estocando o metal agora!

Com o terceiro maior ciclo de valorização do ouro na história, o metal precioso desafia a lógica dos juros e se torna o novo escudo geopolítico das grandes potências.
Déficit real aumenta e governo tende a cumprir meta fiscal graças a exceções, diz IFI

Entenda como o governo vai cumprir a meta fiscal de 2026 mesmo gastando mais do que arrecada

Relatório da Instituição Fiscal Independente alerta que cumprimento da meta fiscal de 2026 depende de manobras e exceções de gastos.