Para o ex-ministro Adolfo Sachsida, o futuro da economia brasileira será decidido logo no início do próximo mandato presidencial. Ele acredita que existe uma oportunidade de ouro para o país crescer.
Essa janela de oportunidade, contudo, é curta e exige coragem política para enfrentar desafios fiscais históricos. Se o momento passar sem reformas, o cenário econômico pode se tornar crítico em pouco tempo.
O economista ressalta que o mercado financeiro deve conceder um crédito de confiança inicial aos novos governantes, conforme divulgado pelo portal de notícias do jornal Estadão.
A janela de seis meses e o voto de confiança do mercado
Sachsida, um dos principais nomes por trás do programa econômico de Flávio Bolsonaro, afirma que o próximo governo terá um semestre de tranquilidade. É a chamada benesse da dúvida.
Segundo o especialista, esse período inicial é quando investidores e agentes financeiros demonstram maior paciência. Independentemente de quem vença as eleições, haverá uma boa vontade temporária inicial.
O grande perigo, alerta o ex-ministro, é o governo desperdiçar esse tempo precioso e adiar medidas fiscais urgentes. Para ele, a tolerância do mercado financeiro tende a evaporar rapidamente após esse prazo.
O Brasil tem um encontro marcado com seu destino
“Assim que nós resolvermos o lado fiscal, esse País vai decolar”, afirmou Sachsida durante um seminário. Ele acredita que o Brasil pode ser finalmente reconduzido ao caminho da prosperidade econômica.
Para isso, o país precisa de reformas pró-mercado que atraiam capital estrangeiro. O prazo estimado por ele é de 18 meses para colocar as contas públicas em ordem e estabilizar o crescimento sustentável.
O peso dos juros e a pressão da dívida pública
O alerta mais grave do economista diz respeito ao custo da dívida. “Juros de 14% ao ano significam que a dívida do Brasil dobra em seis anos”, explicou o ex-ministro, reforçando a insustentabilidade do cenário.
Sachsida defende que, sem o ajuste fiscal, os juros continuarão elevados, o que dificulta a rolagem da dívida pública. Isso criaria o risco de uma crise severa no horizonte de apenas um ano e meio.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes e o contexto completo da entrevista diretamente na matéria original.







