Walter Maciel, líder da gestora AZ Quest, projeta um cenário de extrema tensão para a economia e a política brasileira nos próximos meses, com alertas sobre o futuro do país.

O executivo afirma que o Brasil corre o risco real de entrar em um estado de descontrole fiscal sem precedentes, o que ele descreve como o limite da dominância econômica.

Ele acredita que a atual gestão federal sufoca o mercado e as famílias com juros altos, o que pode levar a um desfecho crítico, conforme divulgado pelo Estadão.

A Crise Econômica e o Risco da Dominância Fiscal

Maciel afirma que o Brasil está dançando na beira do vulcão da dominância fiscal. Segundo ele, isso ocorre quando os juros altos do Banco Central param de conter a inflação.

Para o gestor, a população não suportará taxas de juros extremas como no passado. Ele alerta que isso pode gerar um caos social semelhante aos protestos ocorridos em 2013.

O executivo argumenta que o governo atual não deve realizar o ajuste necessário. Ele questiona a chance de um corte de gastos vindo de quem não o fez em mandatos anteriores.

Eleições 2026 e o Cenário Político

Sobre o futuro político, Maciel vê chance de vitória da centro,direita no primeiro turno. Ele cita Flávio Bolsonaro como um nome forte por conta do chamado voto útil.

Ele explica que a rejeição ao atual governo pode consolidar a oposição, especialmente se o candidato adotar um discurso mais apaziguador e evitar erros estratégicos do passado.

O gestor destaca que a percepção econômica não deve melhorar até as eleições. Para ele, o carrinho do supermercado está cada vez mais distante da carteira do brasileiro.

O Ajuste Fiscal no Amor ou na Porrada

Maciel é enfático ao dizer que o ajuste fiscal é inevitável. “O ajuste fiscal vai ser no amor ou na porrada, com qualquer nome”, disparou o CEO durante a entrevista.

Caso o próximo eleito realize as reformas, o juro poderia cair para 7% e o dólar para 3 reais. Isso devolveria o poder de compra e traria investimentos de volta ao país.

Ele critica duramente as renúncias fiscais e benefícios que pesam no orçamento. Para ele, há setores que se apoderam do dinheiro público, prejudicando todos os cidadãos brasileiros.

Brasil como Hub Global de Energia e IA

Apesar das críticas, o gestor vê o Brasil com fundamentos excelentes. O país poderia ser um hub global de data centers devido à sua matriz energética 92% renovável.

Entretanto, ele lamenta o que chama de negacionismo econômico. Segundo ele, o gasto excessivo impede que o país surfe na onda tecnológica da inteligência artificial mundial.

Maciel conclui que o Brasil é quase inquebrantável, mas está sendo prejudicado por falta de um projeto de nação claro, focado em produtividade e qualidade de mão de obra.

A fonte original desta notícia é o Estadão: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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