O agronegócio brasileiro acaba de conquistar uma vitória estratégica no mercado internacional com uma decisão que era aguardada há meses pelo setor produtivo de proteína animal.

A China oficializou a abertura de seu mercado para a importação de miúdos suínos produzidos no Brasil, ampliando as possibilidades de lucro e comércio para os frigoríficos nacionais.

O acordo foi firmado após auditorias rigorosas e reflete a confiança na sanidade animal do país, em um momento de expansão das relações bilaterais, conforme divulgado pelo Estadão.

Detalhes do acordo entre Brasil e China

O protocolo sanitário que autoriza a exportação desses produtos foi assinado recentemente pelo embaixador chinês no Brasil, Zhu Qingqiao, e pelo ministro da Agricultura, André de Paula.

Esta abertura ocorre após a conclusão de uma auditoria detalhada feita pelas autoridades sanitárias chinesas, que validaram o sistema produtivo nacional e os requisitos técnicos exigidos por Pequim.

Agora, os frigoríficos que já possuem habilitação para exportar para a China poderão solicitar ao Ministério da Agricultura a ampliação do escopo de produtos, incluindo os novos itens autorizados.

O que muda na exportação de miúdos suínos

Até então, o Brasil estava autorizado a enviar apenas itens externos, como patas e orelhas, com restrições de origem para produtos vindos de Santa Catarina, o que limitava o potencial do setor.

O novo aval contempla os miúdos suínos internos, como rim, fígado e estômago, itens que possuem alto valor na culinária chinesa, mas baixo valor agregado no mercado doméstico brasileiro.

As tratativas para essa liberação se intensificaram há cerca de um ano, após missões presidenciais ao país asiático que buscaram diversificar a pauta de exportações do agronegócio brasileiro.

Status sanitário e competitividade

Um fator decisivo para o sucesso das negociações foi o reconhecimento do Brasil pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como país livre de febre aftosa sem vacinação, em 2025.

Esse status sanitário diferenciado era uma exigência da China para autorizar a compra desses subprodutos específicos, garantindo a segurança alimentar necessária para os consumidores asiáticos.

Além disso, o pleito brasileiro foi reforçado como uma medida compensatória para minimizar os impactos de salvaguardas que o governo chinês impõe a outros tipos de carnes, como a bovina.

O potencial bilionário do mercado chinês

A China é uma gigante no consumo de proteína, importando cerca de US$ 2,6 bilhões anuais apenas em miúdos suínos, o que representa quase 30% de toda a carne suína comprada pelo país.

Em 2025, o Brasil já havia exportado 21,5 mil toneladas de miúdos externos para os chineses, mas a expectativa é que esses números saltem drasticamente com a inclusão dos órgãos internos.

Atualmente, o mercado chinês importa cerca de 1,2 milhão de toneladas desses itens por ano, vindo principalmente dos Estados Unidos e da Europa, espaço que o Brasil pretende ocupar agora.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir o conteúdo completo no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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