Mesmo sob as restrições da prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro prepara uma jogada estratégica para as próximas eleições de outubro. A ideia central é manter sua influência política ativa mesmo à distância.

A peça chave dessa estratégia será a divulgação oficial de uma lista de candidatos apoiados por Bolsonaro, focando principalmente em nomes para o Senado. O objetivo é evitar divisões que enfraquecem a sigla.

Essa movimentação visa blindar o clã contra políticos oportunistas e organizar palanques em estados onde há conflitos entre aliados históricos, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

A estratégia por trás da lista de candidatos apoiados por Bolsonaro

A intenção do ex-presidente é indicar, ao menos, os pré-candidatos ao Senado pelo PL. A lista pode se estender a governos estaduais e nomes de outros partidos que recebam o aval direto do líder conservador.

Segundo interlocutores, o plano busca delimitar as opções de voto dos bolsonaristas. Isso evita que eleitores escolham nomes de oposição ou políticos que o clã classifica pejorativamente como caroneiros eleitorais.

Um acordo interno definiu que Bolsonaro escolheria os nomes para o Senado, enquanto Valdemar Costa Neto cuidaria das disputas estaduais. O processo deve ser finalizado durante as convenções entre julho e agosto.

O objetivo no Senado e o embate com o STF

Neste pleito, estão em jogo 54 das 81 cadeiras do Senado. O objetivo de Jair Bolsonaro é eleger até 35 senadores aliados. Com o grupo atual, ele espera alcançar a maioria necessária para pautas específicas.

A meta ousada visa promover o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para o ex-presidente, ter uma bancada fiel no Senado é a prioridade máxima para os próximos anos de sua articulação.

Isolamento e articulação política restrita

A situação jurídica de Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos, dificultou sua participação presencial. Desde que passou a cumprir pena em casa, o contato é restrito a familiares, advogados e seus médicos particulares.

A lista é vista como a única forma de externar sua vontade sem violar restrições judiciais. Carlos Bolsonaro, após visita ao pai, afirmou que falaram sobre nomes e que em breve teremos novidades sobre os palanques.

Conflitos familiares e disputas regionais no PL

A lista também deve arbitrar brigas internas. Em Santa Catarina, por exemplo, havia um impasse entre Carlos Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, que defendia a deputada Caroline de Toni para a vaga de pré-candidata ao Senado.

Em São Paulo, a polêmica envolve André do Prado e Guilherme Derrite. A escolha de André, apadrinhada por Valdemar e Tarcísio, gerou críticas da ala mais ideológica, exigindo explicações públicas de Eduardo Bolsonaro.

No Mato Grosso do Sul, a disputa é entre três nomes. Marcos Pollon já possui um bilhete manuscrito por Bolsonaro destacando seu caráter, honra e dedicação, o que pode garantir sua primazia na lista oficial.

A fonte original desta notícia é o portal Notícias ao Minuto Brasil, que pode ser acessado integralmente através do link: Notícias ao Minuto Brasil – Política.

You May Also Like
Flávio afirma que Pix é do Bolsonaro apesar de ex-presidente ter dito desconhecer a medida em 2020

Veja como o fundo Gold Style liga o PCC ao filme de Bolsonaro e movimenta bilhões sob suspeita

Coaf aponta transações atípicas entre fintech do crime organizado, produtora de cinema e debêntures sigilosas envolvendo o Banco Master.
STF formaliza ação que tornou Eduardo Bolsonaro réu na Corte

Eduardo Bolsonaro tem 15 dias para se defender em processo da PF por abandono de cargo

A Polícia Federal citou formalmente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nesta…
Flávio Bolsonaro critica STF, fala em 'canetadas' e cobra segurança jurídica para reformas

Flávio Bolsonaro critica atuação do STF e aponta que decisões individuais de ministros estão travando o avanço de reformas estruturais no Brasil

Senador e pré-candidato defende maior segurança jurídica e cobra alinhamento do Congresso para evitar interferências em políticas públicas do país
Lei tem que ser aplicada independentemente de torcida, diz Haddad sobre Jaques Wagner

Haddad comenta operação da PF contra Jaques Wagner e surpreende: ‘Lei deve ser aplicada’, veja!

O ex-ministro Fernando Haddad defende o rigor da lei e comenta investigação que envolve o líder do governo no Senado.