Jair Bolsonaro negou oficialmente ter autorizado o uso de sua imagem em um vídeo criado por inteligência artificial. O material tecnológico foi exibido durante a convenção eleitoral de seu partido, realizada no último sábado.
A defesa encaminhou a explicação detalhada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Segundo os advogados, não houve qualquer consentimento para a produção ou exibição da peça que simulava o ex-presidente.
O caso ganha novos contornos devido às severas restrições judiciais que impedem o diálogo entre os envolvidos na polêmica. Acompanhe a seguir como essa situação impacta o cenário jurídico, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto.
Por que Bolsonaro afirma que não autorizou o uso de sua imagem por IA?
De acordo com os representantes legais, o ex-presidente sequer teria meios para dar tal autorização ao seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. O argumento central foca na impossibilidade física e legal de comunicação entre ambos.
Restrições de contato e o direito de visitas
A defesa destacou que o isolamento imposto pela justiça inviabiliza qualquer acerto sobre materiais de campanha. A impossibilidade de diálogo é o ponto chave para justificar a ausência de autorização no evento partidário.
A citação direta da defesa reforça este ponto: “Aliás, sequer poderia fazê-lo. Conforme expressamente determinado por este Juízo na decisão de 17.07.2026, o Peticionário encontra-se com o direito de visitas suspenso pelo prazo de 30 dias”.
O documento enviado a Moraes ainda complementa que o senador “permanece impedido de visitá-lo pelo prazo de 90 dias, circunstância que, por si só, evidencia a inexistência de qualquer contato destinado à obtenção de autorização específica”.
Investigação no TSE e a relatoria de Nunes Marques
O uso de inteligência artificial na convenção do PL também está sendo analisado de perto pelo Tribunal Superior Eleitoral. Após um sorteio realizado na corte, o ministro Kassio Nunes Marques foi definido como o relator da ação.
Cabe agora ao presidente do TSE decidir inicialmente sobre a regularidade dessa conduta tecnológica. O ministro poderá enviar a decisão para validação imediata do plenário ou aguardar a apresentação de eventuais recursos da defesa.
A defesa do uso de tecnologia na campanha
Por outro lado, os advogados da campanha de Flávio Bolsonaro já apresentaram seus argumentos ao tribunal eleitoral. Eles defendem que o uso do vídeo digital não teve o objetivo de ludibriar os eleitores ou o público presente.
A tese sustentada pela equipe jurídica é que a gravação feita por IA não pretendeu enganar ninguém ou espalhar conteúdos falsos. O debate agora gira em torno dos limites éticos e legais do uso dessas novas ferramentas nas eleições.
A fonte original desta notícia é o portal Notícias ao Minuto, e você pode conferir o conteúdo na íntegra através do link: https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2401592/bolsonaro-diz-a-moraes-que-nao-autorizou-uso-de-imagem-de-ia-em-convencao-do-pl






