O Brasil está prestes a vivenciar uma revolução silenciosa, mas extremamente lucrativa, em sua infraestrutura energética. O foco agora é o armazenamento, que surge como a peça que faltava nas fontes renováveis.
Especialistas apontam que a tecnologia de baterias de grande escala será o grande motor de crescimento do setor nos próximos dez anos. Esse movimento deve atrair cifras bilionárias e garantir estabilidade.
Com a regulamentação avançando e novos leilões no horizonte, o país se prepara para um salto tecnológico sem precedentes, conforme divulgado pelo Estadão.
O bilionário mercado de armazenamento de energia
A consultoria Deloitte estima que projetos de armazenamento de energia atraiam mais de R$ 57 bilhões na próxima década. A expansão das fontes solar e eólica é o principal motor desse interesse.
Atualmente, o sistema sofre com o excesso de geração em certos horários e a falta em outros. As baterias resolvem o impasse, guardando o excedente para liberar quando a demanda dos consumidores aumenta.
Regras claras e o primeiro leilão de baterias
A Aneel aprovou recentemente a regulamentação para o setor, eliminando a bitributação para quem injeta energia na rede. Isso traz segurança jurídica e reduz os custos para os grandes investidores.
O Ministério de Minas e Energia já prepara o primeiro leilão exclusivo para dezembro. A expectativa é contratar cerca de 1,7 GW de capacidade, garantindo um seguro contra eventuais apagões no futuro do país.
O fim do desperdício de energia renovável
“Terminamos o ano passado com uma média de 21% de energia cortada, muito por conta da questão energética, ou seja, mais geração de energia do que carga para ser absorvida, e até 14 de maio, estamos com uma média de quase 18, muito em função de questão energética”, afirmou Jovanio Santos.
As baterias evitam que a energia limpa produzida pelo sol e pelo vento seja simplesmente jogada fora. Além disso, elas oferecem uma resposta muito mais rápida do que as hidrelétricas ou as usinas térmicas.
O futuro da matriz elétrica nacional
Especialistas comparam o momento atual das baterias com o que foram as linhas de transmissão décadas atrás. Trata-se de uma infraestrutura essencial que garante retornos estáveis e segurança para o país.
O Plano Decenal de Energia prevê que o Brasil precise de 55 GW adicionais até 2034. Desse total, as baterias devem ser responsáveis por pelo menos 9 GW, transformando de vez o perfil do consumo nacional.
A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode conferir a matéria completa em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







