A balança comercial brasileira fechou 2025 registrando um superávit de US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior desde 1989, mas uma queda de 7,9% em relação a 2024. Apesar disso, dezembro teve o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, com superávit de US$ 9,6 bilhões, alta de 107,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Contexto da Balança Comercial em 2025
O desempenho menor do superávit no ano veio pressionado principalmente pelo crescimento das importações, que subiram 6,7% atingindo US$ 280,4 bilhões, impulsionadas pela recuperação da economia, maior consumo e investimentos internos. Por outro lado, as exportações também cresceram, 3,5%, somando US$ 348,7 bilhões, mesmo diante da queda nos preços das commodities e do “tarifaço” dos EUA.
Setores que se destacaram
Os três setores que impulsionaram as exportações em dezembro foram:
- Agropecuária: crescimento de 43,5%, com soja (+73,9%), café não torrado (+52,9%) e milho não moído (+46%) em alta.
- Indústria extrativa: alta de 53%, puxada por óleos brutos de petróleo (+74%) e minério de ferro (+33,7%), com retomada dos trabalhos nas plataformas de petróleo após manutenção.
- Indústria de transformação: avanço de 11%, com destaque para carne bovina (+70,5%) e ouro não-monetário (+88,7%).
O que isso significa para o empreendedor e investidor brasileiro?
Apesar da queda do superávit, o comércio exterior brasileiro mostrou resiliência frente às dificuldades globais, crescendo mais do que o comércio global médio, segundo o ministro Geraldo Alckmin. Para quem empreende, isso mostra oportunidades numa economia que se abre cada vez mais ao mundo, especialmente em setores tradicionais como agronegócio e mineração, mas também em indústria. Considerar as tendências de exportação pode ajudar a identificar nichos para renda extra ou expansão de negócios digitais ligados à cadeia produtiva, logística e exportação.
Dicas práticas
- Acompanhe o mercado de commodities e seus preços, pois mesmo com quedas, setores como soja, café e petróleo ainda puxam grande parte das exportações.
- Fique de olho na volta da indústria de transformação, que pode abrir espaço para produtos brasileiros em mercados internacionais.
- Invista em conhecimento e networking em comércio exterior para aproveitar ofertas e parcerias, especialmente considerando as novas dinâmicas do mercado com a China e os EUA.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)
Fonte: Agência Brasil






