O mercado imobiliário corporativo em São Paulo vive um momento de forte valorização. O movimento reflete diretamente o retorno dos trabalhadores aos escritórios físicos e a necessidade de expansão de grandes companhias.
A busca por endereços estratégicos na capital paulista reduziu drasticamente a vacância de edifícios de alto padrão. Esse cenário tem pressionado os valores cobrados, superando patamares de anos anteriores.
Com a redução definitiva do trabalho remoto, o preço do metro quadrado atingiu novos picos históricos em regiões como a Faria Lima e o Itaim, conforme divulgado pelo Estadão.
O novo cenário do aluguel de escritório em São Paulo
Um levantamento da consultoria Binswanger Brazil revelou que o preço médio anunciado para locação em edifícios de alto padrão chegou a R$ 144 por metro quadrado no terceiro trimestre deste ano.
Este valor representa um aumento expressivo de 16% em relação ao mesmo período de 2025, quando a média era de R$ 124. Se comparado a dois anos atrás, o crescimento do aluguel de escritório chega a 23%.
Segundo a sócia,diretora da Binswanger Brazil, Simone Santos, “O aumento no preço do aluguel é reflexo da queda na vacância geral do mercado. A oferta e a demanda estão fazendo os preços se recuperarem”.
Preços disparam em centros financeiros
O diretor Paulo Izuka observou que a valorização começou no Itaim e na Faria Lima. “O preço médio do aluguel ali está na faixa de R$ 320/m². Em alguns prédios mais novos, passa de R$ 400/m²”, afirmou.
A ocupação desses espaços está muito alta, com a vacância geral caindo para 12,9% no terceiro trimestre. Há dois anos, esse índice de escritórios vazios era muito maior, superando a marca de 20% na capital.
Expansão para novas regiões comerciais
A falta de espaço e os preços elevados nos eixos principais levaram empresas a buscar alternativas em bairros como Chácara Santo Antônio, Berrini e Chucri Zaidan, onde os valores giram em torno de R$ 110/m².
Entretanto, essa migração também começou a inflacionar essas áreas. A demanda crescente fez com que as regiões não centralizadas também apresentassem aumentos constantes nos valores pedidos pelos proprietários.
Recuperação de perdas e revisões contratuais
Apesar do recorde, o setor ainda vê os preços como defasados. Se corrigido pelo IPCA desde 2015, o valor médio deveria ser de R$ 209/m². Simone Santos ressalta que o mercado ainda tenta recuperar perdas de crises passadas.
A expectativa é que proprietários busquem a revisão de contratos nos próximos meses para atualizar os valores. Isso deve estimular novos investimentos na construção de empreendimentos e na compra e venda de prédios comerciais.
A fonte original desta notícia é o Estadão, disponível em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







