A recente decisão da Petrobras de elevar o preço do querosene de aviação trouxe um novo desafio para o transporte aéreo brasileiro. Com um reajuste de 18%, o setor alerta para o impacto na economia e na conectividade entre as regiões do País.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas expressou forte preocupação com a medida. Conforme divulgado pelo Estadão, o setor enxerga esses aumentos constantes como um obstáculo que poderia ser amenizado com uma política de combustíveis mais sólida.

Este cenário evidencia que, embora o Brasil tenha autossuficiência na produção do derivado, a falta de um plano estrutural deixa a população e as empresas vulneráveis aos choques externos do mercado internacional de petróleo.

Impacto direto no setor aéreo e nos consumidores

O reajuste anunciado pela estatal representa um acréscimo de R$ 1,00 por litro de querosene. Para as companhias aéreas, o combustível é o principal custo operacional, o que pressiona diretamente o preço final das passagens vendidas aos viajantes.

A entidade representativa das empresas aéreas ressalta que o custo acumulou uma alta impressionante de 100% desde o início das tensões no Oriente Médio. O setor defende que o Brasil possui condições de mitigar esses impactos externos.

A fórmula da paridade internacional em debate

A Petrobras justificou o aumento reiterando que segue uma fórmula contratual de paridade internacional, prática utilizada pela companhia há mais de duas décadas. O mecanismo busca alinhar os preços internos às flutuações do mercado global.

Especialistas e representantes do setor, no entanto, argumentam que a rigidez dessa política ignora o fato de o Brasil produzir internamente quase todo o combustível consumido. A ausência de uma estratégia de proteção nacional é um ponto crítico.

Estratégias emergenciais e o parcelamento de custos

Para tentar reduzir o impacto imediato nas contas das companhias, a Petrobras permitiu o parcelamento do reajuste em seis vezes. A medida, que terá início em julho de 2026, repete uma estratégia aplicada pela estatal no mês anterior.

Apesar da tentativa de suavizar o fluxo de caixa das empresas, críticos apontam que o parcelamento é apenas um improviso. Sem mudanças estruturais, o País continuará sujeito a medidas paliativas cada vez que o petróleo subir no exterior.

Conectividade em risco no território nacional

O transporte aéreo é essencial para a integração de um país com as dimensões territoriais do Brasil. A alta do querosene de aviação ameaça a malha aérea, podendo reduzir rotas e encarecer viagens que são fundamentais para o turismo e negócios.

O setor aéreo cobra medidas mais efetivas e previsíveis. O objetivo é garantir que imprevistos globais, que se repetem com frequência, não continuem causando prejuízos severos à economia brasileira e à mobilidade da população.

A fonte original é o [Estadão](https://www.estadao.com.br/economia/alta-querosene-aviacao-impactos-gravissimos-associacao-empresas-aereas/)

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