O cenário digital atual está passando por uma transformação profunda que desafia tudo o que sabíamos sobre marketing. Agora, as empresas precisam ir além da simples visibilidade para conseguir sobreviver.
A grande mudança envolve a transição da tradicional briga por visualizações para o que especialistas chamam de foco na utilidade. O segredo é estar presente no momento exato da necessidade do consumidor moderno.
Essa evolução exige que as marcas compreendam o contexto de cada plataforma e usem a tecnologia a seu favor para criar conexões verdadeiras, conforme divulgado pelo Estadão.
O que muda na comunicação para marcas na era da hiperconexão e da IA
Do funil de atenção ao fluxo de intenção
“Mudou da economia da atenção para a economia da intenção”, afirmou a VP da Pmweb, Grazielle Sbardelotto. Para ela, o objetivo não é mais apenas aparecer, mas ser a resposta certa no momento em que o usuário busca algo.
Bruno Piazzarollo, gerente da Vale, reforça que gerar relevância é mais estratégico do que brigar por segundos de atenção. “Comunicar bem vai muito além da velocidade. Vai ao encontro daquilo que o público quer”, destacou ele.
Segundo o estudo The Intention Economy, o antigo funil de vendas está sendo substituído por fluxos guiados por inteligência artificial. O foco agora é ser recomendado por assistentes inteligentes e sistemas de busca generativos.
O papel da inteligência artificial e da criatividade humana
Embora a tecnologia automatize processos, a criatividade humana continua sendo o diferencial. Grazielle Sbardelotto acredita que a IA ajuda a produzir conteúdos personalizados, mas não substitui a essência criativa de uma marca.
Para Caio Fochetto, do Estadão Blue Studio Influency, a autenticidade é o que facilita a identificação. Ele nota que as pessoas trocaram pesquisas no YouTube por perguntas diretas em ferramentas como o ChatGPT atualmente.
Ronaldo Marques, do Kwai, observa que o comportamento do usuário evolui rápido. Ele afirma que, mesmo com vídeos curtos e tendências virais, a originalidade é o que garante a sobrevivência na chamada Creator Economy.
O poder das comunidades e da comunicação de via dupla
O foco em comunidades virou o ponto de partida para qualquer campanha. O desafio atual das marcas é encontrar grupos específicos, entender suas dinâmicas internas e, finalmente, conseguir ser aceito dentro daquele nicho.
Bianca Rosenberg, da Netflix, define o marketing moderno como uma conversa de duas mãos. “É sobre conseguir fazer algo em que as comunidades, os fãs, no nosso caso, vejam valor”, explica a executiva sobre a estratégia de engajamento.
Empresas como a Budweiser já adaptam campanhas globais para contextos locais. Enquanto no Brasil o luxo era chegar de helicóptero em um show, em Amsterdã a relevância estava em festas secretas, respeitando a cultura de cada fã.
Estratégias da Meta para maximizar a performance digital
Laura Chiavone, diretora da Meta Brasil, destaca que o que move a performance hoje é a relevância cultural. Segundo ela, o formato deve sempre servir à narrativa, garantindo que cada segundo do conteúdo seja realmente necessário.
Uma dica fundamental é o uso do WhatsApp como canal de disponibilidade constante. O app funciona para responder e atualizar o cliente, tornando a marca uma presença útil no cotidiano, independentemente das mudanças do algoritmo.
Por fim, integrar criadores de conteúdo desde o início do processo é vital. O conteúdo orgânico performa melhor quando a marca abre mão do monólogo e aposta em anúncios de parceria que geram diálogos diretos com o consumidor.
A fonte original é o Estadão e pode ser acessada pelo link: https://www.estadao.com.br/economia/o-que-muda-na-comunicacao-para-marcas-na-era-da-hiperconexao/







