A era da inteligência artificial exige um novo perfil de cidadão, marcado pela disposição constante em aprender. Durante o São Paulo Innovation Week, especialistas destacaram que a tecnologia não é apenas sobre máquinas, mas sobre a postura humana diante de novas ferramentas.

O festival, que reuniu grandes nomes da tecnologia, discutiu o impacto da internet na sociedade e a necessidade de democratizar o acesso à rede. O evento foi realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, ocupando espaços icônicos em São Paulo, conforme divulgado pelo Estadão.

A mediação do painel sobre cidades conectadas reforçou que a infraestrutura é apenas o primeiro passo. O verdadeiro motor de mudança, segundo os debatedores, reside na busca ativa pelo conhecimento e na capacidade de adaptação às transformações globais.

A internet como a quinta necessidade básica da população

Durante o evento, César Augusto Villela da Silva, gerente de telecom da Prodam, afirmou que a conectividade evoluiu para o status de necessidade essencial. Atualmente, ela ocupa o posto de quinta prioridade em um lar, logo após água, luz, gás e esgoto.

Para o especialista, essa demanda impõe um desafio logístico imenso para o Brasil. Em um país de dimensões continentais, a implementação de políticas públicas que levem internet de qualidade para periferias e áreas remotas é vista como uma estratégia de transformação social.

A curiosidade como motor da economia criativa

Filipe Santos, chief AI officer da MakeOne, defendeu que a inovação não depende exclusivamente da localização geográfica ou de títulos acadêmicos. Ele aponta que a transformação real é impulsionada pela curiosidade, citando exemplos de jovens do interior que utilizam tecnologia de ponta.

O especialista argumentou que a internet permitiu que figuras antes distantes do centro das atenções ganhassem protagonismo econômico. O impacto de criadores de conteúdo, como o conhecido Luva de Pedreiro, ilustra como a conectividade democratizou a voz e a vez para milhões de brasileiros.

O limite da banda larga sem o engajamento humano

Apesar de defender a massificação da conectividade, Filipe Santos fez um alerta importante: a tecnologia por si só não gera desenvolvimento se não houver um esforço intelectual. Segundo ele, a ferramenta técnica é inútil se for acompanhada de uma curiosidade estreita.

O debate destacou que o acesso à banda larga deve ser acompanhado por incentivos ao letramento digital. O objetivo final é garantir que a população não apenas possua o recurso tecnológico, mas saiba como utilizá-lo para gerar valor e novas oportunidades de mercado.

A fonte original é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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