A chegada da nova reforma tributária no Brasil não é mais uma especulação, mas uma realidade com data marcada. Muitas empresas, no entanto, ainda não ajustaram suas rotas para o novo cenário.
Uma pesquisa recente da ABF e do Sebrae revelou que 55% dos franqueadores brasileiros colocam a carga tributária como o maior desafio para os próximos meses, temendo o impacto nos lucros.
O grande problema não é apenas o valor do imposto, mas como a gestão interna lida com a eficiência operacional e a lucratividade real do negócio, conforme divulgado pelo Estadão.
Estratégias para enfrentar a reforma tributária com sucesso
A implementação gradual da reforma tributária, prevista para se consolidar em 2027, vai unificar tributos como ICMS, ISS, PIS e Cofins em dois novos pilares: o IBS e a CBS.
Especialistas da consultoria KPMG projetam que a alíquota de referência pode girar em torno de 27%. Para o setor de serviços, que hoje paga menos, essa mudança exige uma revisão profunda da estrutura de custos.
A diferença entre faturamento e margem real
Muitos empreendedores vivem a ilusão do faturamento alto, mas ignoram o que realmente sobra no caixa. Em 2027, a sobrevivência será decidida pela precisão na medição da margem real de cada produto vendido.
Dados do Banco Mundial mostram que os tributos consomem 39,1% do faturamento médio das empresas no Brasil. Esse número é superior à média de 34,3% registrada nos países que compõem a OCDE atualmente.
Cinco passos essenciais para proteger seu caixa
Para não depender de decisões governamentais, o gestor precisa focar em cinco movimentos: conhecer a margem por cliente, eliminar desperdícios, criar diferenciação, revisar preços e treinar a equipe para vender valor.
Essas ações permitem que o negócio construa uma barreira de proteção contra o aumento do imposto. O foco deve sair do desconto agressivo para uma proposta onde o cliente não veja apenas o preço final.
O perigo de competir apenas pelo menor preço
Empresas que baseiam sua estratégia apenas em preços baixos tendem a sofrer mais. Quando o custo fixo sobe pela nova carga tributária, a margem fina deixa de ser suficiente para sustentar a operação básica.
O exemplo de academias que criam comunidades em vez de apenas vender mensalidades baratas ilustra bem essa transição. Elas tornam-se insubstituíveis, garantindo que o aluno permaneça fiel mesmo com ajustes necessários.
A fonte original desta notícia é o Estadão, disponível em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo




