Para muitos empreendedores brasileiros, a gestão financeira tornou-se um campo de batalha, especialmente diante da volatilidade econômica e da alta carga de juros que pressiona os negócios.
Com a taxa básica de juros atingindo patamares elevados nos últimos anos, a sobrevivência de marcas e empresas passou a depender de uma disciplina rígida no controle do caixa e na busca por eficiência.
A relação entre o setor produtivo e as decisões políticas ganha novos contornos com as expectativas para o próximo mandato presidencial, conforme divulgado pelo Estadão.
Estratégias para lidar com a Selic e o crédito no Brasil
A realidade das empresas brasileiras foi duramente testada nos últimos anos, quando a Selic chegou a 13,75% ao ano. Esse cenário tornou o crédito caro e inacessível para muitos fundadores.
O empresário que precisava de capital de giro ou desejava expandir enfrentou custos altíssimos. Aqueles com dívidas viram o passivo crescer mais rápido que o faturamento, gerando uma conta que ainda é paga.
Proteção do caixa e eficiência interna
O primeiro movimento essencial é proteger o caixa, pois empresas quebram por falta de liquidez, não apenas por falta de lucro. É necessário revisar toda despesa que não gera resultado direto de forma rigorosa.
A lição de quem atravessou crises é clara: sobrevive quem controla os recursos antes da necessidade apertar. Trata-se de uma questão de gestão estratégica e não apenas de um pessimismo com o mercado.
Uma marca de vestuário brasileira, por exemplo, concentrou energia nos itens que geravam caixa real, trocando a expansão desenfreada por um ciclo de eficiência interna, conseguindo assim se manter firme.
Geração própria de liquidez e vendas
O segundo passo é construir uma geração de caixa própria para não depender de bancos. Utilizar a antecipação de recebíveis e a venda de estoque parado são formas criativas de gerar liquidez imediata.
Além disso, vender mais e melhor é fundamental. Em tempos difíceis, o cliente fica seletivo, exigindo times comerciais treinados e processos de marketing que gerem demanda todos os dias de maneira estruturada.
Empresas que dependem apenas de indicações estão em terreno frágil quando os juros sobem. É preciso atrair o cliente novo, pois até os antigos parceiros podem estar enfrentando apertos financeiros.
Impacto da reforma tributária e Lula 4
Outro ponto crucial que poucos levam a sério é a reforma tributária, com transição prevista para 2027. O novo sistema mudará alíquotas e regimes, exigindo revisão imediata de preços e das margens de lucro.
Quem não se planejar com o contador agora descobrirá tarde demais que o modelo antigo não funciona mais. Esse problema não aparece no balanço mensal de imediato, mas surge quando a correção já é difícil.
O setor produtivo cobra do Lula 4 condições reais de operação. É necessário que o crédito chegue antes da quebra e que haja uma regulamentação tributária que ofereça tempo de adaptação real aos negócios.
Previsibilidade é o mínimo que qualquer negócio precisa para decidir sobre contratações e investimentos. O desejo de quem empreende é que o governo entenda que o crescimento exige segurança jurídica.
A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode conferir todos os detalhes acessando a matéria completa no link: Estadão | Quatro anos, uma chance: o que o Brasil que empreende tem a cobrar do Lula 4.






