As atenções do mercado global se voltam para as próximas semanas, quando ocorrerá a renovação da Câmara de Deputados e do Senado. Esse pleito é conhecido como as midterms nos Estados Unidos e promete fortes emoções.

Analistas indicam que o resultado pode ser desastroso para o partido republicano, transformando Donald Trump em um pato manco. O termo descreve um líder com autoridade enfraquecida e pouca capacidade de aprovar leis.

Atualmente, a aprovação do presidente caiu para 31%, o menor nível já registrado em seus dois mandatos. Além disso, 68% dos eleitores desaprovam sua gestão econômica, conforme divulgado pelo Estadão.

O impacto das midterms nos Estados Unidos no cenário político

A revista The Economist projeta que o partido democrata tem 96% de probabilidade de assumir o controle da Câmara. No Senado, a chance de retomada do comando pelos opositores é de 59%, algo que surpreende os analistas.

Até pouco tempo, a derrota dos republicanos no Senado era considerada improvável por muitos especialistas. Isso ocorria porque diversas cadeiras em disputa estão em estados tradicionalmente vermelhos, a cor do partido de Donald Trump.

Nas eleições de 3 de novembro, serão renovadas 35 das cem cadeiras do Senado. Candidatos democratas mostram força em locais como o Kansas, estado que não elege um senador da oposição desde o ano de 1932.

O que muda na economia e no comércio internacional

Caso os democratas dominem as duas casas legislativas, o presidente ainda manterá poderes específicos. Decisões sobre o comércio internacional, como a imposição de tarifas, podem ser feitas por meio de decretos executivos.

Trump também poderá agir em áreas de imigração e política externa através de atos de emergência nacional. Entretanto, ele enfrentará barreiras intransponíveis para aprovar novos cortes de impostos ou medidas fiscais complexas.

O governo terá o poder de vetar leis desfavoráveis aprovadas pelo Congresso, mas a governabilidade será testada. Sem o apoio dos parlamentares, a agenda econômica do país pode sofrer uma estagnação significativa no curto prazo.

O risco de investigações e novos processos

O maior perigo para o atual governo com a vitória da oposição nas midterms nos Estados Unidos é a fiscalização. Um Congresso democrata pode lançar investigações profundas e até iniciar novos procedimentos de impeachment.

Essas ações legislativas devem absorver todo o foco dos últimos dois anos do mandato presidencial. O cenário deixaria Donald Trump em uma posição defensiva, lidando com crises políticas constantes e muita dor de cabeça.

O desfecho deste pleito não deixará o presidente totalmente sem poder, mas encerrará seu domínio aparentemente ilimitado. O equilíbrio de forças em Washington deve passar por uma transformação profunda e histórica muito em breve.

A fonte original deste conteúdo é o Estadão, disponível no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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