A economia da China registrou um crescimento de 4,5% no terceiro trimestre de 2024, impulsionada por um desempenho robusto no setor de exportações, aproximando o país de sua meta oficial de expansão para este ano.
Esse movimento ocorre enquanto parceiros estratégicos, como o Brasil, observam uma mudança de postura da gigante asiática, que agora demonstra um interesse crescente em diversificar seus aportes financeiros.
O objetivo central dos chineses é ir além da compra de commodities, mirando investimentos diretos em áreas de alta tecnologia e inovação industrial, conforme divulgado pelo Estadão.
Como o crescimento chinês impacta a indústria e a tecnologia no Brasil
O resultado recente do Produto Interno Bruto (PIB) chinês reflete uma aceleração após um período de expansão mais lenta. As autoridades de Pequim estabeleceram uma meta de crescimento anual entre 4,5% e 5%.
No início de novembro, o Fundo Monetário Internacional, o FMI, reduziu sua previsão para o crescimento econômico da China em 2026 para 4,5%, o que representa o limite inferior da meta estipulada pelo governo.
Dave Chia, economista da Moody’s Analytics, destacou que a demanda interna ficou fraca, enquanto o comércio cresceu fortemente. Ele acredita que as exportações devem seguir em alta, apesar dos riscos globais.
O entrave do consumo interno e o setor imobiliário
A demanda doméstica na China enfrenta dificuldades devido à crise prolongada no setor imobiliário. Para especialistas, os números oficiais podem ocultar disparidades regionais e entre diferentes faixas de renda.
Mao Shengyong, vice-chefe do Departamento Nacional de Estatísticas, alertou que o ambiente internacional é complexo e volátil, ressaltando que a base para uma recuperação estável ainda precisa ser consolidada.
A falta de consumo interno faz com que a China dependa cada vez mais de mercados externos. Isso força o país a buscar novas frentes de investimentos em tecnologia na América Latina, especialmente no território brasileiro.
Domínio global em veículos elétricos e semicondutores
A China está prestes a superar seu superávit comercial recorde, impulsionada por setores de alta tecnologia. Semicondutores e veículos elétricos ou híbridos são os grandes protagonistas dessa nova fase econômica.
Com as tarifas elevadas impostas pelos Estados Unidos, os chineses redirecionaram seus esforços para o Sudeste Asiático e para o Brasil. O país busca autossuficiência tecnológica para mitigar as pressões do ocidente.
Muitos desses produtos chegam aos mercados internacionais com preços altamente competitivos, resultado de subsídios governamentais e de uma capacidade produtiva que supera a necessidade do consumo interno atual da China.
Pressão internacional e o papel da União Europeia
O modelo de crescimento chinês baseado em exportações gera preocupação em parceiros comerciais. Eswar Prasad, professor de economia, afirmou que o país tornou-se um freio ao crescimento mundial, em vez de um motor.
A União Europeia, por exemplo, tenta reduzir o déficit comercial diário com a China, que ultrapassa US$ 1,1 bilhão. O bloco busca limitar a entrada de veículos híbridos para proteger suas próprias indústrias e empregos.
Apesar das tensões, a China afirma que deseja colaborar na resolução de disputas. O presidente do Banco Central chinês, Pan Gongsheng, reiterou o compromisso do país com a expansão da demanda interna e cooperação mútua.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir os detalhes completos na matéria original através deste link: Estadão | PIB da China.







