A adoção da inteligência artificial avançou rapidamente no mundo corporativo, mas transformar essa tecnologia em lucro real ainda é um desafio para a maioria das marcas.
Um novo relatório revela que apenas uma pequena parcela das organizações consegue obter um impacto financeiro significativo em seus balanços através do uso da tecnologia de ponta.
O segredo desses líderes está no redesenho completo de processos e em uma visão estratégica que vai muito além da simples automação, conforme divulgado pelo Estadão.
Por que a Inteligência Artificial ainda não reflete no lucro de todas as empresas?
Embora o uso da IA tenha se tornado comum, o impacto financeiro ainda não acompanha essa expansão. Apenas 6% das organizações atribuem pelo menos 5% de seu Ebit ao uso da tecnologia.
Essas empresas, chamadas de high performers, não se destacam por uma ferramenta específica. O sucesso é fruto de uma combinação de frentes que buscam transformar o núcleo do negócio.
Para Yran Dias, sócio sênior da McKinsey, o diferencial é a ambição. “Essas empresas usam a tecnologia para crescer, inovar e transformar o negócio”, afirma o executivo sobre os resultados.
Diferença entre eficiência e transformação real
Cerca de 80% das empresas buscam eficiência com a IA, mas as líderes focam em crescimento. Entre as de melhor desempenho, 82% têm o crescimento como meta e 65% citam a inovação como prioridade.
Os high performers são 3,3 vezes mais propensos a usar a tecnologia para transformar fundamentalmente o modelo de negócio nos próximos três anos, criando novos produtos e oportunidades.
“O olhar vai além de otimizar o que já existe: a IA também passa a ser usada para abrir novas chances de mercado”, diz Dias, destacando a importância de repensar os fluxos de trabalho atuais.
O desafio de converter produtividade em valor
O relatório indica que 80% dos entrevistados sentiram melhora na produtividade individual, mas apenas 37% viram impacto no Ebit. Produzir mais rápido não garante lucro imediato para a firma.
“Se uma pessoa realiza uma tarefa em metade do tempo, isso só vira resultado se a organização converter o ganho em menor custo ou mais receita”, explica o especialista da consultoria McKinsey.
Para capturar valor em escala, é preciso transformar ganhos pontuais em uma nova forma de operar. Simplesmente adicionar ferramentas não melhora o desempenho do processo de maneira sustentável.
Onde os líderes estão investindo o orçamento
As empresas de alta performance destinam mais de 15% do orçamento de tecnologia para a inteligência artificial. Elas focam investimentos onde o potencial de retorno é comprovadamente maior.
A disciplina de mensuração ganha importância, permitindo corrigir rotas e direcionar recursos. A transformação deixa de ser tecnológica e passa a envolver estratégia, capital, pessoas e modelos.
“A velocidade da transformação será determinada pela rapidez com que a liderança toma decisões e mobiliza a organização”, resume Dias sobre o futuro do mercado corporativo global.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode ler a matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo





