O Brasil está prestes a receber um dos maiores projetos de energia limpa do mundo, consolidando sua posição como líder no agronegócio sustentável e na tecnologia de biocombustíveis atuais.
A JetBio, empresa do grupo americano Summit Agriculture Group, confirmou investimentos massivos de 2 bilhões de dólares para erguer uma planta industrial de ponta no interior paulista.
A nova unidade será focada na produção em larga escala, transformando o excedente da safra de milho em combustível de alta qualidade, conforme divulgado pelo Estadão.
A estratégia da JetBio para liderar o mercado de diesel renovável
A cidade de Paulínia, em São Paulo, foi escolhida para sediar uma planta inovadora que utilizará tecnologia da Honeywell UOP para transformar etanol em diesel renovável de alta performance.
O projeto original previa apenas o combustível sustentável de aviação, o SAF, mas a JetBio decidiu ampliar o foco para o diesel renovável devido à enorme demanda global e nacional por este insumo.
Com essa mudança estratégica, a planta terá a capacidade de converter anualmente cerca de 1,8 bilhão de litros de etanol, tornando-se a maior compradora individual deste produto em todo o Brasil.
Paulínia como epicentro da energia sustentável
A escolha do interior de São Paulo não foi por acaso, já que a empresa busca aproveitar o excedente de milho da segunda safra brasileira, garantindo uma vantagem competitiva de preços sem precedentes.
A originação do etanol será feita pela FS, que também faz parte do grupo controlador, garantindo um ciclo de produção fechado, eficiente e com certificação rigorosa de sustentabilidade para o mercado.
Segundo William Moore, CEO da JetBio, o projeto é vital para a agricultura e o setor de etanol no Brasil, gerando uma nova e robusta demanda para a produção de milho em larga escala no país.
A versatilidade da nova biorrefinaria brasileira
A flexibilidade da planta em produzir tanto SAF quanto diesel renovável é o grande trunfo do negócio, permitindo que a empresa ajuste sua produção conforme as oscilações e necessidades do mercado.
Moore destaca a importância dessa escolha: “O mercado de diesel é cinco vezes maior que o de combustível de aviação”, o que garante uma vazão comercial muito mais segura e rentável para o grupo.
Essa versatilidade faz com que a unidade de Paulínia seja a primeira refinaria do mundo com tal capacidade de migração industrial, colocando a tecnologia brasileira em evidência no cenário global.
Vantagens técnicas e ambientais do novo combustível
O diesel renovável produzido terá uma molécula similar ao diesel fóssil, mas com uma redução drástica de emissão de carbono, que pode variar entre 65% e 95% em relação ao combustível tradicional.
Uma das maiores vantagens é que, “Diferentemente do biodiesel, ele pode ser utilizado em qualquer motor industrial movido a diesel, e não precisa ser misturado com nada”, explicou Moore.
Os principais clientes serão setores de difícil eletrificação, como o marítimo, mineração e transporte rodoviário pesado, que buscam alternativas viáveis para descarbonizar suas operações de forma rápida.
Estrutura de capital e impacto socioeconômico
O investimento de 2 bilhões de dólares será dividido entre recursos próprios e dívidas, com negociações avançadas junto ao BNDES e outros bancos brasileiros para garantir a saúde financeira da obra.
A expectativa é que a construção gere 3 mil empregos diretos, com a operação definitiva começando em 2030. “Sempre lembro às pessoas que estamos construindo a biorrefinaria mais complexa do mundo”, afirma Moore.
Além dos empregos, o projeto deve fortalecer a balança comercial brasileira, já que a empresa pretende exportar pelo menos 80% de sua produção, aproveitando os benefícios fiscais de zonas de exportação.
A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo e o texto original pode ser lido neste link: https://www.estadao.com.br/economia/negocios/jetbio-diesel-renovavel-etanol-biorrefinaria-sao-paulo/






