Presidente discute rumos da economia e critica escândalos financeiros
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com um grupo de grandes empresários e executivos em São Paulo, nesta sexta,feira, dia 25. O encontro serviu para alinhar expectativas sobre o futuro econômico do Brasil e tratar de temas sensíveis ao mercado.
Um dos destaques foi o comentário bem,humorado sobre a ambição de Joesley Batista, da JBS. Lula chamou o empresário de desaforado após a recente compra da Avibras, citando a disposição dos irmãos Batista em investir no setor de defesa nacional.
Além das brincadeiras, o petista aproveitou o palco para reforçar sua postura sobre a Reforma Tributária, a relação com os Estados Unidos e a necessidade de manter as contas públicas sob controle, conforme divulgado pelo Estadão.
Aposta na Reforma Tributária e agências
Sobre a Reforma Tributária, Lula foi categórico ao dizer que o país precisa, primeiramente, experimentar a nova legislação antes de pensar em novas alterações. Ele lembrou o esforço político para aprovar a medida mesmo com minoria no Congresso Nacional.
O presidente também defendeu a blindagem das agências reguladoras. Segundo ele, é fundamental impedir que esses órgãos sejam cooptados por interesses puramente empresariais ou políticos, garantindo assim uma maior estabilidade jurídica e política para o Brasil.
Conflito com Donald Trump e terras raras
Lula mandou um recado direto ao presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele afirmou que o Brasil pode utilizar a lei de reciprocidade caso os americanos apliquem tarifas abusivas contra os produtos brasileiros, destacando a soberania do povo brasileiro.
No tema de minerais críticos e terras raras, o presidente disse que aceita empresas estrangeiras, mas sob o comando brasileiro. “Quero empresas estrangeiras, mas elas têm de agir sob nosso comando”, afirmou, citando a cobiça internacional pelas riquezas nacionais.
O rigor da Responsabilidade Fiscal
A Responsabilidade Fiscal foi um dos pontos mais cobrados pela plateia. Lula defendeu que a estabilidade das contas é obrigatória e que o desajuste fiscal castiga principalmente a população mais pobre, que depende diretamente dos serviços públicos e do equilíbrio da moeda.
Ele rebateu as críticas de economistas lembrando que recebeu o país com déficit e busca entregar resultados melhores. Para Lula, o crescimento do PIB acima de 3% é uma marca de sua gestão, fruto de políticas de inclusão social e investimentos estratégicos.
Críticas ao Banco Master e ao BC
O presidente classificou o escândalo envolvendo o Banco Master como um “mar de lama”. Sem citar provas, ele afirmou que o ex,controlador da instituição teria corrompido figuras poderosas e defendeu que a justiça não pode ser seletiva com ninguém na República.
Por fim, Lula lembrou aos empresários que a autonomia do Banco Central foi uma demanda do próprio setor produtivo. Ele pontuou que, no passado, mesmo sem a lei de independência, manteve presidentes da instituição por longos períodos em busca de estabilidade.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







