Magda Chambriard, presidente da Petrobras, trouxe novidades empolgantes sobre o futuro da estatal e a exploração de novas fronteiras energéticas. A executiva destacou a importância estratégica de áreas além do tradicional pré-sal.
Durante sua participação no evento ROG.e 2026, a gestora revelou que a companhia está prestes a anunciar descobertas expressivas de gás natural na Colômbia em parceria com a Ecopetrol. O movimento faz parte de uma expansão internacional agressiva.
A estratégia visa suprir o esperado declínio da produção em campos maduros e garantir a relevância do Brasil no cenário global de energia, conforme divulgado pelo Estadão.
A relevância da Margem Equatorial e do gás na Colômbia
A presidente da Petrobras afirmou que, embora o pré-sal seja único, a Margem Equatorial será uma fronteira extremamente relevante. A aposta é que as descobertas na região garantam a sustentabilidade da produção nacional nas próximas décadas.
Sobre a operação internacional, Magda foi direta, “Temos descobertas relevantes de gás a desenvolver na Colômbia. Estamos divulgando hoje as oportunidades na Colômbia, onde já temos inclusive contratos de gás a divulgar”, explicou sem detalhar valores.
Além da América do Sul, a estatal observa a Costa do Marfim, onde assinou oito contratos recentes. A ideia é buscar geologias similares à brasileira para replicar o sucesso obtido em águas ultraprofundas ao longo dos anos.
Inovação em campos maduros e Bacia de Pelotas
Mesmo focada em novas fronteiras, a Petrobras não pretende abandonar os campos que já produzem há anos. Magda Chambriard ressaltou que a tecnologia, como a robotização, será peça-chave para estender a vida útil dessas áreas operacionais.
“Não renunciaremos a eles. O futuro nos reserva todos os dias uma série de tecnologias habilitadoras em que investimos para desenvolvê-las, e que estarão cada vez mais presentes”, afirmou a executiva sobre os ativos antigos.
A companhia também está avançando na Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul. O objetivo é manter o Brasil como um polo de atração para o mercado global, que hoje observa atentamente as águas ultraprofundas da América do Sul.
Petróleo e agronegócio em sintonia no Brasil
Um ponto curioso levantado pela presidente foi a integração entre o setor energético e o campo. Segundo ela, o petróleo se tornou o principal item da pauta de exportação, competindo diretamente e complementando a força do agronegócio brasileiro.
“Os setores de petróleo e agro estão se fundindo e são complementares no Brasil”, declarou Magda. A Petrobras hoje é responsável por operar cerca de 90% de toda a produção nacional de óleo, consolidando sua liderança absoluta.
Com a produção atingindo marcas de 5,6 milhões de barris equivalentes por dia em agosto de 2026, a estatal se prepara para um novo ciclo de investimentos pesados voltados para a infraestrutura e refino nacional.
Autossuficiência em diesel e plano para 2031
O próximo plano de negócios da Petrobras, que abrange o período de 2027 a 2031, deve trazer metas ambiciosas. Um dos grandes focos será atingir, finalmente, a autossuficiência na produção de diesel no território brasileiro.
“Passamos a estudar as possibilidades que, muito provavelmente, serão confirmadas no nosso plano de negócios de atingir a autossuficiência na produção de diesel no Brasil”, afirmou Magda, celebrando a autonomia em tempos de conflitos globais.
O foco em reduzir a dependência externa de derivados é uma prioridade estratégica que deve ser detalhada nos próximos meses, garantindo que a estatal continue sendo o motor econômico do país enquanto explora a Margem Equatorial.
A fonte original é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo e você pode ler a matéria completa clicando aqui.






