O Brasil enfrenta um desafio gigante em suas contas públicas que muitas vezes passa despercebido pelos cidadãos. Trata-se do volume bilionário de impostos que o governo deixa de arrecadar todos os anos.
Essas chamadas renúncias fiscais ultrapassam a marca de R$ 500 bilhões anuais, valor que raramente recebe a mesma fiscalização rigorosa aplicada aos gastos diretos da máquina pública.
A discussão ganha força com propostas de revisão para garantir que esses incentivos tributários tragam retorno real em empregos e inovação, conforme divulgado pelo Estadão.
O orçamento paralelo das renúncias fiscais no Brasil
No programa, Não vou passar raiva sozinha, a colunista Maria Carolina Gontijo, conhecida como a Duquesa de Tax, levanta um questionamento essencial sobre como o país lida com seus benefícios.
Ela defende que os incentivos tributários sejam revisados e apresentem evidências claras de resultados, como geração de empregos, investimentos em inovação ou aumento nas exportações nacionais.
“Se nós cobramos resultado quando o governo gasta dinheiro, por que a gente não cobra com a mesma seriedade quando ele decide não cobrar imposto?”, questiona a especialista sobre a premissa.
A busca por resultados concretos na economia
A especialista explica que, quando o governo destina verbas do orçamento para uma política, o valor aparece como gasto, mas as renúncias funcionam como uma espécie de orçamento paralelo invisível.
Muitos tratamentos tributários diferenciados foram criados há décadas e seguem vigentes sem qualquer avaliação sistemática de custo benefício, o que gera incertezas sobre sua real eficácia social.
Desonerações e regimes especiais sob análise
Entre as prioridades para a revisão estão as desonerações da folha de salários, pois faltam evidências robustas da geração líquida de postos de trabalho a partir desses benefícios concedidos.
Avaliar um benefício não significa necessariamente que ele precise acabar, mas sim garantir que o incentivo econômico resulte em contrapartidas reais para o crescimento e desenvolvimento do país.
As distorções no modelo do MEI atual
Outro ponto sensível abordado são os regimes simplificados, como o MEI. Estudos indicam que cerca de 53% dos inscritos atuam, na prática, como trabalhadores formais e não como empreendedores.
Essa diferença de carga tributária em relação ao emprego comum pode chegar a 75%, criando distorções que precisam ser debatidas para que o sistema de renúncias fiscais seja mais justo para todos.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes e a análise completa acessando a matéria original em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo






