Tim Cook assumiu a Apple em 2011 cercado de dúvidas sobre o futuro da marca. Muitos acreditavam que, sem a genialidade de Steve Jobs, a gigante da tecnologia perderia seu brilho inovador rapidamente.

Quinze anos depois, o cenário é o oposto. Cook prepara a transição para John Ternus com a companhia avaliada em US$ 4,5 trilhões, um valor doze vezes maior do que quando iniciou sua gestão na empresa.

A trajetória do executivo prova que ele não apenas manteve o legado do fundador vivo, mas também construiu um império financeiro e tecnológico sem precedentes, conforme divulgado pelo Estadão.

Os pilares que transformaram a Apple em uma potência de US$ 4,5 trilhões

A aposta em serviços e novos ecossistemas

Diferente de seu antecessor, que focava obsessivamente em hardware, Cook percebeu o potencial oculto nos serviços. Ele transformou a App Store, o iCloud e o Apple Music em uma fonte de receita recorrente bilionária.

Além disso, o executivo lançou produtos que não tiveram a influência direta de Jobs, como o Apple Watch e os AirPods. Essas categorias criaram mercados inteiros e se tornaram ícones globais de consumo.

Independência técnica com chips próprios

Um dos movimentos mais ousados de sua gestão foi o fim da dependência da Intel. Em 2020, a Apple anunciou os seus próprios processadores, o Apple Silicon, garantindo uma vantagem técnica imensa sobre a concorrência.

Essa mudança permitiu que os novos Macs alcançassem níveis de desempenho e eficiência energética que nenhum parceiro externo conseguia entregar, consolidando o controle total da empresa sobre o seu ecossistema tecnológico.

Estratégia financeira e recompras bilionárias

Cook também provou ser um mestre da eficiência financeira. Sob seu comando, a Apple devolveu mais de US$ 851 bilhões aos acionistas através de programas de recompra de ações, aumentando o valor individual de cada papel.

Enquanto muitos esperavam por invenções disruptivas a cada ano, Cook focou em transformar a Apple na maior máquina de geração de caixa do planeta, equilibrando inovação com solidez operacional de forma impecável.

O futuro da gigante sob o comando de John Ternus

Agora, John Ternus herda uma empresa com mais de 2,5 bilhões de dispositivos ativos no mundo. O desafio será manter o crescimento em meio às tensões geopolíticas globais e à necessidade de diversificar a produção.

Cook deixa o cargo provando que não precisou ser o homem mais criativo da sala para ser o mais eficaz. Ele não substituiu Jobs, ele expandiu a Apple para uma escala que o próprio fundador talvez nunca tivesse imaginado.

A fonte original é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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