A possível indicação de Ricardo Couto para o STF pelo presidente Lula tem gerado intensos debates nos bastidores políticos e econômicos do país recentemente.
Enquanto alguns setores defendem o nome do desembargador pela sua suposta atuação firme no Rio de Janeiro, críticos alertam para números que sugerem uma realidade bem diferente.
A discussão central gira em torno de uma polêmica faxina administrativa que, segundo analistas, esconde gastos bilionários no Judiciário, conforme divulgado pelo Estadão.
Críticas à indicação de Ricardo Couto ao STF ganham força
A contradição da faxina administrativa
O argumento de que Ricardo Couto estaria promovendo um ajuste fiscal severo no Rio de Janeiro é contestado. Embora tenha cortado R$ 200 milhões em cargos, o cenário muda no Tribunal de Justiça.
Quando assumiu o comando do TJ em 2025, os gastos públicos da instituição saltaram 15%, representando um aumento de mais de um bilhão de reais. Os penduricalhos foram os grandes vilões dessa alta.
Esses benefícios extras cresceram impressionantes 70% no mesmo período. Assim, a economia feita no Executivo fluminense parece ser apenas uma fração do que foi gasto a mais no setor Judiciário.
Divergência com as bandeiras de Lula
O presidente Lula costuma afirmar que seu lema é incluir o pobre no Orçamento e o rico no Imposto de Renda. No entanto, a gestão de Couto no TJ parece seguir uma lógica inversa, segundo críticos.
O tipo de gasto que explodiu sob sua gestão, além de fugir dos limites de despesa, não é taxado pelo Imposto de Renda. Por serem verbas indenizatórias, esses valores acabam poupando as altas rendas.
Recentemente, o tribunal liderou pagamentos desse tipo, somando mais de R$ 100 milhões em apenas dois meses. Essa prática levanta dúvidas sobre a compatibilidade do nome para uma vaga no STF.
Números que impressionam no Judiciário
Dados analisados por especialistas da UFRJ mostram que o Judiciário do Rio gasta mais com folha de pagamento do que a Educação, mesmo tendo um quadro de funcionários cinco vezes menor.
O déficit previdenciário do estado é de aproximadamente R$ 20 bilhões por ano, um valor muito superior aos cortes anunciados em secretarias ou contratos que ganharam destaque na mídia recentemente.
Diante desse cenário, a indicação de Ricardo Couto ao STF é vista com cautela por quem monitora as contas públicas, questionando se a gestão do desembargador é realmente um modelo de eficiência fiscal.
A fonte original desta notícia é o Estadão.





