O mercado de tecnologia enfrenta um desafio global que reflete diretamente no bolso do consumidor brasileiro. A busca frenética por componentes de ponta mudou o cenário dos eletrônicos recentemente.
Diego Puerta, presidente da Dell Technologies no Brasil, trouxe projeções importantes sobre a disponibilidade de peças e os custos de produção para os próximos meses no país.
O executivo detalhou como a inteligência artificial está transformando a indústria e o que esperar dos preços de notebooks e celulares, conforme divulgado pelo Estadão.
O impacto da inteligência artificial no mercado de chips
A escassez de chips de memória, motivada pela alta procura para processamento de dados em servidores de IA, como ChatGPT e Gemini, deve durar ao menos mais um ano, elevando os preços finais.
Segundo Puerta, a aceleração começou em setembro de 2023. “Vemos que a escalada inflacionária ainda continua, pelo menos, pelos próximos 12 a 18 meses. Não vemos no curto prazo um cenário de arrefecimento”, afirma.
A soberania de dados e o foco nos servidores
A Dell tem aproveitado o momento para reforçar sua área de servidores. Instituições financeiras buscam esses aparelhos para manter dados sensíveis protegidos, fora de nuvens de terceiros, garantindo soberania.
Para o executivo, o conceito ideal é levar a solução de inteligência artificial para onde os dados estão. O setor de serviços financeiros é o que mais lidera a aquisição dessa infraestrutura no Brasil hoje.
A revolução dos AI PCs e a vida útil da bateria
A chegada da NPU, uma aceleradora neural nos notebooks, mudou a performance. Puerta destaca que esses dispositivos agora fazem uma melhor alocação de funções, o que resulta em uma economia de energia considerável.
“Quem experimenta uma AI PC não quer mais voltar atrás. Eu mesmo não ando mais com o carregador do meu notebook. A bateria dura bastante”, relata o presidente sobre a nova experiência de uso no cotidiano.
Produção nacional e concorrência no Brasil
Um dos diferenciais da Dell no país é que 95% do que é vendido é produzido localmente. Isso ajuda a mitigar problemas na cadeia de suprimentos, garantindo maior disponibilidade de produtos frente aos concorrentes.
Sobre a chegada de empresas chinesas, Puerta mantém a confiança na estratégia da marca. Para ele, acordos de fornecimento de longo prazo são difíceis de replicar, o que sustenta a liderança da empresa no mercado.
A fonte original é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo: https://www.estadao.com.br/economia/negocios/entrevista-diego-puerta-presidente-dell-technologies-brasil-escassez-chips/





