O futuro dos meios de pagamento e a inteligência artificial no Brasil
O Brasil já superou a fase de tornar o dinheiro digital e instantâneo. Agora, o sistema financeiro se prepara para um salto tecnológico onde o pagamento deixará de ser uma ação consciente para se tornar algo invisível.
Imagine uma realidade onde agentes de inteligência artificial iniciam compras, analisam o crédito e finalizam transações sem que você precise tocar no celular. Esse cenário parece futurista, mas já está em debate.
Especialistas discutem como equilibrar essa automação com a privacidade e a segurança dos dados dos usuários, buscando uma experiência fluida, conforme divulgado pelo Estadão.
Pagamentos invisíveis e o fim da fricção
Durante o evento Febraban Tech, líderes do setor destacaram que o próximo ciclo de inovação foca na redução total de atritos. O objetivo é que o consumidor não perceba o ato de pagar, tornando-o algo automático e configurável.
Carlos Zanvettor, vice,presidente da Corpay, reforça que o pagamento deve ser inquestionável, mas também transparente. A ideia é que a tecnologia trabalhe em segundo plano, garantindo que a transação ocorra de forma previsível e segura.
Atualmente, o Brasil movimenta 240 bilhões de transações por ano, sendo que 83% ocorrem em canais digitais. O sucesso do Open Finance, com 154 milhões de consentimentos, é a base para essa nova era de serviços personalizados.
O papel da inteligência artificial no crédito
Para Tadeu Silva, presidente da Acrefi, a IA será fundamental para melhorar a qualidade das decisões financeiras. Embora 96% dos brasileiros tenham conta em banco, cerca de 82% das famílias enfrentam o endividamento.
Segundo ele, “Isso chama atenção para um problema que acompanha a expansão da bancarização: ter acesso ao sistema financeiro não significa necessariamente ter inclusão financeira de qualidade”, explicou o executivo no painel.
A tecnologia deve atuar na avaliação de risco mais assertiva, adequando o crédito ao perfil real de cada cliente. Isso permite um mercado mais sustentável, onde a IA ajuda o consumidor a não comprometer sua saúde financeira.
Quem será o dono da experiência do cliente?
Com a IA tomando decisões de compra, surge a dúvida sobre quem controlará a jornada do consumidor. Se a interface não for mais um aplicativo ou cartão, mas um software autônomo, a disputa entre bancos e big techs deve se intensificar.
Claudio Yamaguti, da Afinz, acredita que a solução está na jornada integrada. Ele defende que o cliente não deve navegar por vários serviços para resolver uma necessidade simples, como comprar uma bicicleta e contratar um seguro.
O desafio das instituições agora é transformar uma infraestrutura sofisticada em experiências simples. O letramento digital dos usuários será essencial para que essa invisibilidade dos pagamentos não resulte em falta de controle financeiro.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria completa através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.





