O governo federal está focado em impulsionar o setor automotivo e facilitar a vida de quem trabalha nas ruas. O programa Move Brasil surge como uma esperança para motoristas de aplicativo renovarem suas frotas.

Apesar de críticas iniciais sobre a lentidão na liberação dos recursos, o Ministério da Indústria garante que o projeto está amadurecendo. Os desafios iniciais eram previstos pela equipe técnica da pasta.

Em entrevista, o secretário Uallace Moreira detalhou como os bancos estão aderindo à iniciativa e qual o impacto esperado na economia nacional e no setor produtivo, conforme divulgado pelo Estadão.

Os desafios e o amadurecimento do Move Brasil

O Move Brasil é um programa de crédito destinado a motoristas de aplicativo e taxistas para a compra de carros novos e sustentáveis. Os veículos financiados podem custar até R$ 150 mil nas condições atuais.

“A gente sabia que teria dificuldades. Acho que essas duas semanas sem o FGI acabaram gerando críticas iniciais”, afirmou Uallace Moreira. O secretário explicou que o fundo garantidor é essencial para os bancos.

O papel dos bancos e do fundo garantidor

Instituições como Banco do Brasil e Caixa já operam a linha. Recentemente, Santander e banco Pan também aderiram. O governo retirou uma taxa do fundo garantidor para tornar o programa mais atrativo aos privados.

Segundo o secretário, o programa de caminhões foi um sucesso rápido, e agora a linha para motoristas autônomos está amadurecendo. O BNDES já registrou quase R$ 3 bilhões em crédito solicitado até o momento.

Indústria brasileira em crescimento recorde

Moreira destacou que a indústria cresceu 3,2% entre 2023 e 2025. Segundo dados da ONU, esta é a sexta maior taxa de crescimento do mundo, superando a média de 0,25% registrada entre os anos de 2015 e 2022.

Esse salto ocorre mesmo com a taxa de juros elevada no país. Para o secretário, o custo do crédito em 14% impacta as decisões de investimento, mas a indústria segue resiliente acompanhando o PIB nacional.

A competição com a potência chinesa

Sobre a China, o secretário alertou que o mundo todo enfrenta dificuldades. Ele citou que o país asiático subsidia a produção oito vezes mais do que a média mundial, o que cria um cenário de preços predatórios.

O governo defende o uso de medidas de defesa comercial, como o antidumping, para garantir condições mínimas de concorrência. Moreira ressaltou que isso não é protecionismo, mas uma busca por equilíbrio de mercado.

A fonte original é o Estadão e você pode ler a matéria completa no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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