A escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mexeu com os bastidores políticos. Petistas que estiveram na CPMI do INSS acreditam que a movimentação foi equivocada.
Segundo os parlamentares da oposição, a indicação reforça o isolamento da extrema direita e traz à tona embates antigos ocorridos durante as comissões no Congresso Nacional. A estratégia é vista como arriscada para o senador.
O cenário eleitoral agora ganha novos contornos com ataques diretos à biografia do indicado e questionamentos sobre a falta de alianças com partidos de centro, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto.
O impacto da escolha de Alfredo Gaspar na chapa de Flávio Bolsonaro
Para o deputado Rogério Correia (PT-MG), que integrou a comissão parlamentar, a indicação é considerada um tiro no pé. Ele afirma que Gaspar tentará trazer à tona assuntos de responsabilidade do próprio grupo político.
Os críticos lembram que Gaspar, como relator da CPMI, incluiu o filho do presidente Lula, o Lulinha, em um pedido de indiciamento que acabou sendo rejeitado. Isso criou uma tensão permanente entre os grupos políticos rivais.
O deputado Rogério Correia acusa Gaspar de ter conduzido os trabalhos de forma a reduzir o espaço para apurar irregularidades no governo anterior. O parlamentar do PL, por sua vez, sempre se declarou como alguém de direita com orgulho.
Isolamento político e a falta de alianças de centro
O isolamento político de Flávio Bolsonaro ficou evidente após partidos como PP, União Brasil e Republicanos optarem pela neutralidade na disputa. Sem apoio externo, o senador precisou buscar um nome dentro do próprio Partido Liberal.
A composição é interpretada por aliados e adversários como um sinal das dificuldades enfrentadas pela candidatura para construir uma aliança mais ampla. Parlamentares petistas afirmam que a chapa demonstra a falta de aliados externos.
“É um isolamento, com certeza. E, dentro do isolamento, escolheram mal”, declarou Rogério Correia. Outros nomes do PT, como Rubens Pereira Júnior e Jorge Solla, reforçaram que a extrema direita está cada vez mais isolada.
Acusações graves devem entrar na pauta da campanha
Parlamentares petistas pretendem explorar uma acusação de estupro de vulnerável contra Alfredo Gaspar, que nega o caso. Na reta final da CPMI, o deputado Lindbergh Farias chegou a chamar Gaspar de estuprador publicamente.
O caso envolve documentos e gravações enviados à Polícia Federal sobre um suposto crime ocorrido há oito anos. A investigação ainda não foi aberta oficialmente e depende de uma decisão do ministro Gilmar Mendes, no Supremo Tribunal Federal.
Gaspar se defende afirmando que a denúncia é falsa e que a história se refere, na verdade, a um primo. Ele moveu ações contra Lindbergh e Soraya Thronicke, sustentando que os fatos apresentados não configuram crime e envolvem outras pessoas.
A reação do governo e a defesa da chapa
O ministro Guilherme Boulos comentou o anúncio nas redes sociais de forma ácida. Ele escreveu que Flávio indicou alguém acusado de crimes graves e afirmou que os dois se merecem na disputa eleitoral que se aproxima.
A campanha de Flávio Bolsonaro classificou as acusações como levianas e defendeu a integridade de Alfredo Gaspar. Eles pedem o arquivamento do caso e sustentam que a escolha fortalecerá os ideais do partido durante a corrida nas urnas.
A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil.








