A marca de calçados de luxo Larroudé, criada por um casal de brasileiros radicados em Nova York, transformou-se em um fenômeno de moda global, calçando os pés das maiores estrelas do pop mundial.
Com um design sofisticado e produção concentrada no Rio Grande do Sul, a empresa conseguiu furar a bolha do mercado americano de elite e agora planeja uma expansão agressiva em solo brasileiro.
O sucesso é tamanho que o reconhecimento da marca supera o faturamento, atraindo olhares de colecionadoras e grandes ícones da moda, conforme divulgado pelo Estadão.
Larroudé: a grife brasileira que conquistou o closet das estrelas de Hollywood
O fenômeno Taylor Swift e o alcance global
Celebridades como Taylor Swift, Lady Gaga e Rihanna já foram vistas desfilando modelos da marca, que custam acima de US$ 1 mil. Marina Larroudé destaca que o produto foi pensado para o consumidor global.
Segundo a fundadora, as brasileiras não querem esperar meses para ter o que as divas usam. “As mulheres brasileiras querem o que a Taylor Swift está usando, elas querem o que está nas capas de revistas”, afirma.
Do desemprego ao topo da moda na pandemia
A Larroudé surgiu em 2020, em um momento de incertezas. Marina e Ricardo Larroudé perderam seus empregos no início da pandemia e decidiram unir décadas de experiência em moda e finanças para empreender.
Marina trabalhou por 12 anos na revista Teen Vogue, ao lado de nomes como Anna Wintour, enquanto Ricardo construiu carreira no mercado financeiro. Essa união permitiu que a empresa crescesse de forma acelerada.
Produção nacional de alta qualidade no Sul
Embora a sede fique em Nova York, o coração da fabricação está em Sapiranga, no Rio Grande do Sul. A fábrica própria emprega cerca de 700 pessoas e é essencial para manter o padrão de qualidade das grandes grifes.
Ricardo revela que a demanda no Brasil surpreendeu. “Vemos potencial de crescer em até 20 vezes no Brasil”, afirma o empresário, notando que a velocidade de consumo das brasileiras é o dobro da dos americanos.
Enfrentando desafios econômicos e tarifas
Mesmo com o aumento de tarifas nas exportações para os EUA, a marca segue competitiva. Isso ocorre porque a operação é verticalizada, com a empresa exportando e importando para si mesma, eliminando intermediários.
O modelo de venda direta garante margens saudáveis e exclusividade. Marina ressalta que a “pura ignorância” no início ajudou a não se prender a dogmas, permitindo inovações que agora rendem muitos frutos globais.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







