O mercado de construção civil brasileiro está em polvorosa com a reta final da venda da CSN Cimentos, um negócio que promete movimentar cifras bilionárias. Gigantes internacionais e nacionais estão posicionando suas peças no tabuleiro para a entrega das propostas vinculantes.
A disputa ganhou novos contornos com alianças estratégicas e estudos minuciosos realizados por grupos da China e da Europa. O objetivo da CSN é reduzir seu endividamento através dessa operação estratégica de desinvestimento de ativos.
Com o prazo final se aproximando, os bastidores revelam uma corrida contra o tempo para garantir a melhor oferta por um dos ativos mais valiosos do setor industrial no país, conforme divulgado pelo Estadão.
Estratégias e alianças na corrida pela CSN Cimentos
A Votorantim Cimentos buscou uma parceria de peso com a italiana Cementir Holding para fortalecer sua proposta. Essa aliança estratégica visa não apenas o aporte de capital, mas também mitigar possíveis barreiras impostas pelo Cade.
Como a Votorantim já lidera o mercado nacional com cerca de 35% de participação, a entrada da Cementir como sócia no consórcio dilui a concentração de mercado. Para os italianos, o negócio marcaria a estreia oficial no pujante setor brasileiro.
Chinesa Huaxin demonstra forte interesse no ativo
Do outro lado do tabuleiro, a chinesa Huaxin desponta como uma das favoritas ao realizar a diligência mais detalhada entre os interessados. O grupo asiático contratou empresas especialistas para analisar minuciosamente as 13 plantas industriais.
Recentemente, a Huaxin adquiriu a Embu S.A. por R$ 1 bilhão, sinalizando seu apetite pelo mercado de infraestrutura no Brasil. A internacionalização é uma saída estratégica fundamental frente aos preços baixos do cimento no mercado da China.
Metas financeiras e os próximos passos do negócio
O controlador da CSN espera receber ofertas de até R$ 16 bilhões pela divisão de cimentos, somando valor de mercado e dívidas. O montante é essencial para abater a dívida líquida da companhia, que superava a marca de R$ 40 bilhões.
Além do preço competitivo, a agilidade na aprovação pelo Cade é um fator determinante para o vendedor. A CSN busca um comprador que não enfrente processos regulatórios longos, visando um alívio financeiro rápido para o grupo siderúrgico.
Outro ponto crítico na negociação envolve a planta de Volta Redonda, que utiliza escória da usina de aço da CSN. Um contrato futuro deve envolver preços de mercado por esse insumo e a transferência de acordos com outras grandes siderúrgicas.
A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







