O deputado federal Eduardo Bolsonaro voltou a ser o centro das atenções ao levantar novos questionamentos sobre o sistema eleitoral brasileiro. A movimentação aconteceu poucos dias após declarações de seu irmão.

Durante uma transmissão ao vivo, o parlamentar contou com a participação de um consultor argentino que já foi alvo de investigações. O diálogo focou em temas sensíveis que dividem opiniões na política.

A live trouxe à tona teorias que já haviam sido descartadas por órgãos oficiais, reacendendo o debate sobre a transparência do pleito no Brasil, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Ataques recorrentes ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas

Eduardo Bolsonaro realizou uma live com Fernando Cerimedo, consultor argentino que atuou na campanha de Javier Milei. O encontro digital serviu para reforçar críticas à integridade das urnas eletrônicas.

Cerimedo, que já afirmou anteriormente que as eleições de 2022 foram fraudadas, foi indiciado pela Polícia Federal. O deputado defendeu a conversa, afirmando que o tema foi propositalmente criminalizado.

“Essa transmissão é muito importante, vai tocar num tema sensível que tenho certeza que muita gente no Brasil tem medo até de falar porque foi propositalmente criminalizado”, disse Eduardo Bolsonaro na live.

Suspeitas sobre a segurança das urnas

Durante a conversa, Eduardo apresentou slides afirmando que questionar as urnas eletrônicas não é negacionismo, mas uma vulnerabilidade de segurança nacional que teria sido documentada pela própria CIA.

Ele citou que o relatório do Exército não isentou o sistema de falhas e declarou: “É impossível auditar as urnas eletrônicas brasileiras. É necessário [sic] mais recursos para que possa haver investigação”.

O parlamentar ainda relacionou a falta de auditoria aos eventos de 8 de janeiro. No entanto, órgãos como a OEA e o Carter Center já atestaram a regularidade e a segurança do sistema eleitoral em 2022.

O contexto das falas de Flávio Bolsonaro

Recentemente, o senador Flávio Bolsonaro também alegou, de forma equivocada, que as urnas brasileiras teriam a mesma origem tecnológica de empresas venezuelanas, informação que já foi desmentida por especialistas.

Segundo o jornal The New York Times, a CIA concluiu que nem a Smartmatic nem o governo da Venezuela tinham capacidade de manipular resultados de eleições fora de seu território, invalidando as teses levantadas.

Enquanto Eduardo e Flávio pedem mais observadores, o Brasil já conta com missões técnicas internacionais desde 1962. Essas entidades garantem que o processo das urnas eletrônicas é seguro e transparente.

A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil e você pode conferir a matéria original no link: https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2400048/eduardo-bolsonaro-volta-a-descredibilizar-sistema-eleitoral-apos-dado-falso-de-flavio-sobre-urnas

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