A rápida ascensão da tecnologia levanta uma dúvida cruel, os jovens estão perdendo espaço? O debate sobre a Geração Z e Inteligência Artificial ganha força à medida que empresas automatizam funções básicas.

Pesquisadores alertam que essa substituição pode comprometer a formação de novos líderes, quebrando a escada de aprendizado fundamental para o crescimento profissional de longo prazo dentro das corporações.

A ansiedade cresce entre os recém-formados que temem ser trocados por algoritmos antes mesmo de começarem suas carreiras, conforme divulgado pelo Estadão.

O risco de quebrar a escada de aprendizado com a Geração Z e Inteligência Artificial

O pesquisador do MIT, Andrew McAfee, destaca que cortar talentos na fonte desorganiza o funil de líderes. Ele questiona como as pessoas aprenderão sem o regime de treinamento prático no dia a dia do trabalho.

“É assim que se aprende a fazer trabalho intelectual difícil: ajudando alguém que é bom nisso com as tarefas rotineiras. E quando colocamos automação demais, rápido demais, perdemos essa escada de aprendizagem”, diz McAfee.

Além do treinamento, as empresas perdem a fluência nativa da Geração Z e Inteligência Artificial. Cerca de 76% desses jovens já utilizam ferramentas autônomas, superando os índices de todas as outras gerações anteriores.

O pessimismo dos jovens diante da automação no mercado

McAfee alerta que reduzir contratações de nível inicial sacrifica oportunidades futuras. Ao fechar essa porta, as marcas perdem os usuários mais entusiastas e intensivos de novas tecnologias em sua estrutura organizacional.

O cenário atual para a Geração Z e Inteligência Artificial é de incerteza. Nos Estados Unidos, a taxa de desemprego entre graduados de 22 a 27 anos atingiu 5,6%, alimentando o pessimismo da nova turma de formandos.

Quase nove em cada dez estudantes temem que a automação substitua empregos de nível inicial. O salto é expressivo comparado ao ano anterior, refletindo o medo de que funções básicas de escritório simplesmente desapareçam.

Grandes empresas que ainda apostam no talento humano e tecnológico

Apesar dos temores, gigantes como IBM e Salesforce seguem na contramão. O CEO da IBM, Arvind Krishna, afirmou que pretende contratar mais recém-formados para desenvolver habilidades duradouras no setor de tecnologia.

A Salesforce também anunciou a contratação de mil estagiários para projetos recentes. Marc Benioff enfatizou que esses jovens não estão sendo substituídos, mas sim construindo os novos sistemas de Geração Z e Inteligência Artificial.

Até a Amazon mantém seu funil de talentos jovens ativo, planejando contratar 11 mil estagiários de engenharia. A demanda por desenvolvedores qualificados continua acelerando, mostrando que o toque humano ainda é essencial.

A fonte original desta notícia é o portal Estadão.

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